sábado, 22 de dezembro de 2012

Estudo revela descobertas sobre a alimentação de arapaçus na Amazônia

Pedro Barros - Estudante de jornalismo

Exemplar da Journal of Natural History
A edição deste mês da revista inglesa Journal of Natural History publicou o artigo "Six species of Amazonian Woodcreepers (Aves: Dendrocolaptidae) preying upon lizards and frogs", sobre a dieta de seis espécies de Arapaçus na Amazônia. O curador da coleção de aves do Museu de História Natural (MHN-UFAL) e professor do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS-UFAL), Prof. Dr. Renato Gaban-Lima, participou da pesquisa e é um dos co-autores do artigo.

Os arapaçus são pássaros da família Dendrocolaptidae, que contém cerca de 60 espécies, distribuídas em cerca de 20 gêneros. Eles são parentes do joão-de-barro, escaladores de troncos de árvores (da mesma forma que os pica-paus), variam de pequeno a médio porte e encontram-se exclusivamente na região Neotropical.

O estudo focou em seis espécies dessa família, com exemplares coletados nas regiões dos rios Tapajós e Teles Pires. "Até então, os arapaçus eram tidos como primariamente insetívoros, entretanto, nesse estudo, foi reportado, em quantidade relevante, o consumo de lagartos e sapos, uma vez que foram encontrados restos do esqueleto desses animais no estômago das aves", explica o professor Gaban-Lima. Um outro ponto destacado no artigo foi a constatação de que os ossos encontrados no estômago dos pássaros correspondem aos ossos mais frequentemente encontrados nos registros fósseis daqueles lagartos e anfíbios.

As descobertas surgiram durante o mestrado da bióloga Viviane Monteiro Silva Kupriyanov, que contou com a orientação da Prof. Dra. Elizabeth Höfling, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, e a co-orientação informal de Gaban-Lima. "Os pesquisadores, também co-autores do trabalho, Juan D. Daza e Aaron M. Bauer, do Departamento de Biologia da Universidade de Villanova, Pensilvânia, Estados Unidos, e Guilherme Renzo Rocha Brito do Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, contribuíram de maneira fundamental na identificação e estudo dos ossos encontrados nos estômagos das aves", acrescenta Gaban-Lima.

Journal of Natural History foi criada em 1841, inicialmente chamada Annals and Magazine of Natural History. O periódico já publicou trabalhos de grandes nomes da ciência, como Alfred Russel Wallace, um dos pais da teoria da evolução. O artigo pode ser obtido no site da revista (em inglês).

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nota de esclarecimento

O Setor de Geologia e Paleontologia do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/UFAL) vem por meio desta esclarecer sobre erros detectados na reportagem veiculada no dia 14 de outubro de 2012, no telejornal das 19h, na emissora de maior audiência do Estado, afiliada da Rede Globo. Leia a nota na íntegra.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

IPHAN e MHN ajudam a popularizar a Arqueologia e a Paleontologia em Alagoas

Primeiro livro dedicado a essas ciências em Alagoas foi lançado junto a Exposição Itinerante do Museu de História Natural

Pedro Barros - estudante de jornalismo

Um mastodonte com enormes presas caminhando nas planícies do sertão de Alagoas, uma preguiça de seis metros de comprimento alimentando-se de arbustos em Maravilha. Parece invenção de um cordelista muito criativo, mas esses animais realmente existiram por aqui. Pinturas rupestres, artefatos de caça dos "homens das cavernas", coisas que na sala de aula podem parecer muito distantes, são encontrados em vários municípios do Estado. Esse surpreendente universo da pré-história alagoana é o tema do livro Patrimônio Arqueológico e Paleontológico de Alagoas, lançado em 13 de setembro na sede da Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Jaraguá.

Visitantes receberam exemplar autografado da obra. Foto: IPHAN.


Dedicada à preservação da cultura local e dos vestígios humanos num passado remoto, a Casa do Patrimônio de Maceió abriu espaço para a exposição de fósseis de mamíferos pré-históricos do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/UFAL). Durante o evento, um panorama geral da Arqueologia e da Paleontologia no território alagoano foi apresentado nas palestras dos autores Luana Teixeira e Henrique Alexandre Pozzi, do IPHAN, e Jorge Luiz Lopes da Silva, do Setor de Paleontologia do MHN/UFAL.

O livro
A publicação introduz o leitor no assunto, explicando a diferença entre a Arqueologia, que estuda o passado da humanidade, e a Paleontologia, que estuda os ambientes pré-históricos e sua diversidade biológica. Além de dissertar sobre os tempos de Alagoas, a obra demonstra a distribuição geográfica dos achados em seu território, com mapas e tabelas. O livro ainda inclui os principais textos jurídicos ligados à preservação desse tipo de patrimônio e um guia para quem deseja enveredar por essas áreas de estudo.

Para a Diretora de Política de Desenvolvimento Tecnológico da Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SECTI/AL), Lenilda Austrilino, o diferencial de Patrimônio Arqueológico e Paleontológico de Alagoas é a acessibilidade do conteúdo para o público leigo. "Simples, mas significativo. Conteúdo muito bem elaborado, linguagem super-acessível. Ele é voltado para a sociedade, qualquer pessoa pode entender o que está escrito", comenta. A editoração também foi bastante comemorada: "muito bem editado, capa belíssima, ilustrações impecáveis, informações em mapas e gráficos bem claros".

Próximas atividades
Para o diretor do MHN/UFAL, Fabio Henrique de Ferreira Menezes, o evento ultrapassou as expectativas. "Eventos que envolvem a popularização da ciência naturalmente já atraem um grande público. O que não esperávamos era que tivéssemos o dobro da capacidade do auditório. Isso é uma prova de que as pessoas são motivadas a participar desse tipo de evento. Basta que seja feita uma boa divulgação", afirma. Já o co-autor da publicação e diretor técnico do Museu, Jorge Luiz Lopes da Silva, diz ter ficado surpreso com o número de presentes. "As pessoas que estavam ali não foram só ganhar o livro, que estava sendo distribuído gratuitamente, mas foram porque se interessam pela cultura no Estado, se interessam pelo trabalho que estamos fazendo".

Jorge Luiz Lopes da Silva (MHN/UFAL), Henrique Pozzi e Luana Teixeira (IPHAN) falam sobre os achados paleontológicos e arqueológicos em Alagoas.

Por conta do lançamento, quem estava presente pôde receber gratuitamente um exemplar, com autógrafo dos autores. A partir de agora, o foco da distribuição da obra são as escolas da rede pública estadual. Segundo a Diretora de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE/AL), Claudiane Pimentel, a distribuição não será a única atividade do Governo em torno da publicação. "A Secretaria vai desenvolver oficinas para a formação dos professores da rede estadual, principalmente nas regiões em que os sítios se encontram", afirma.

Exposição itinerante
Durante o lançamento, os visitantes tiveram a oportunidade de ver de perto os fósseis coletados pela equipe de Paleontologia e Geologia do Museu de História Natural. Um úmero de 84 cm de extensão estava em exposição, assim como uma costela enorme e uma unha com mais de 20 cm, todos partes da preguiça gigante que habitou Alagoas no pleistoceno (período geológico que data aproximadamente entre 2 milhões e 11 mil anos). Também foram expostos os dentes de animais como o Stegomastodon waringi (espécie de mastodonte), o Toxodon platensis (herbívoro de tronco volumoso, que podiam atingir o tamanho de um grande rinoceronte ou hipopótamo) e o Paleolama major (antiga espécie de lhama, com porte um pouco maior que o das atuais).

Fósseis do acervo do Museu de História Natural/UFAL foram expostos durante o lançamento. Foto: IPHAN.


Para Fábio, mais que um atrativo adicional, a exposição durante o lançamento inaugurou uma nova era para o Museu de História Natural. As peças foram dispostas em quatro dos cinco expositores móveis adquiridos recentemente com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que serão utilizados para amostras itinerantes. "O foco principal é levar uma representação do acervo do Museu para diversas comunidades", afirma.

De acordo com o diretor, a Exposição Itinerante abrangerá diversos temas. "Durante o lançamento, nós expomos material do Setor de Paleontologia, mas pretendemos trabalhar com todos os setores Museu. Podemos, por exemplo, montar uma exposição sobre animais peçonhentos, que já envolve o setor de Herpetologia, e levar para escolas, comunidades em geral que abram um espaço para essa ação", explica.

Para solicitar uma visita da exposição o interessado deverá entrar em contato com o MHN/UFAL, pelos telefones 3221-2724 e 3326-1558 ou pelo e-mail mhnufal@gmail.com. A partir desse primeiro contato será discutido a logística para o transporte do material, a duração da exposição, bem como as questões de segurança do acervo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Lançamento do livro "Patrimônio Arqueológico e Paleontológico - Alagoas"


No próximo dia 13 de Setembro será lançado, na Casa do Patrimônio do Iphan, em Maceió, o livro Patrimônio Arqueológico e Paleontológico de Alagoas. O evento iniciará às 17 horas com palestra sobre a Preservação do Patrimônio Arqueológico e Paleontológico seguida do lançamento, às 18 horas.

A obra é fruto de um projeto inicialmente planejado para alunos do ensino médio. No entanto, tornou-se um texto de interesse geral, levando ao público informações sobre a arqueologia e a paleontologia em Alagoas. Seu principal objetivo é difundir o saber e estimular a formação de futuros profissionais nestas áreas de conhecimento, fortalecendo a proteção ao patrimônio arqueológico e paleontológico em Alagoas.

O livro aborda principalmente o passado do território alagoano, as pesquisas que vem sendo realizadas na região, os acervos em exposição e a legislação para a preservação do patrimônio. Ricamente ilustrado, traz ao público os sítios arqueológicos e paleontológicos identificados no estado. A publicação foi viabilizada pelo esforço conjunto de técnicos da Superintendência do Iphan em Alagoas, alunos do Programa de Especialização em Patrimônio do Iphan e professores do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas.

O evento é aberto ao público.
Para mais informações: (82) 32216073/ 32233836 - iphan-al@iphan.gov.br

Casa do Patrimônio do IPHAN – AL
Rua Sá e Albuquerque, nº 157 - Bairro Jaraguá . Maceió/AL – CEP 57.022 - 180.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pesquisa avalia potencial hídrico e ambiental das nascentes do semi-árido alagoano

Pedro Barros - estudante de jornalismo

No início de agosto, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), aprovou a renovação do projeto "Avaliação do potencial hídrico das nascentes na serra da Caiçara no município de Maravilha, semiárido de Alagoas". Sob a coordenação de Ana Paula Lopes da Silva, responsável pelo Setor de Geologia do Museu de História Natural (MHN/UFAL) e professora do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (IGDEMA/UFAL), o objetivo do trabalho é mapear e avaliar a capacidade de abastecimento dos remanescentes hídricos.

O estudo se desenvolve desde agosto de 2011, no município de Maravilha/AL, com apoio do MHN e do IGDEMA. "Com o zoneamento, vamos analisar vegetação, relevo, geologia, recurso hídrico e determinar o tipo ideal de atividade de uso e ocupação para aquela área", explica professora. 
 
A geógrafa Ana Paula Lopes da Silva desenvolve pesquisas sobre remanescentes hídricos do semi-árido.







A capacidade de abastecimento da nascente é um tópico importante dos estudos, visto que o município sofre frequentemente com falta d'água. Em 2009, a parte urbana de Maravilha foi abastecida durante uma semana pelas nascentes da serra da Caiçara. "Se elas conseguiram isso é porque têm uma vazão considerável. Foi o que chamou a atenção e me levou a desenvolver o projeto", conta Ana Paula.

Segundo a pesquisadora, os dados recolhidos pela equipe serão importantes para auxiliar órgãos especializados. "Os resultados serão um instrumento útil de planejamento e gestão, para ordenar a ocupação, uso do solo e uso dos recursos hídricos das áreas estudadas", afirma.

O estudante de geografia Fabio de Santana faz a medição do nível da água na nascente da Serra da Caiçara, Maravilha/AL.

No âmbito acadêmico, a primeira etapa do projeto já resultou na monografia, em fase de conclusão, do estudante de geografia Fabio de Santana Araújo, intitulada "Estudos das nascentes na serra da Caiçara do município de Maravilha, semiárido de Alagoas". Fabio, José Henrique dos Santos Silva e Lidyane Taís Almeida dos Santos irão apresentar os resultados do estudo em outubro, no Congresso Acadêmico da UFAL. A renovação do projeto irá contar com quatro alunas do curso de geografia da UFAL, uma bolsista do CNPq e três colaboradoras.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

MHN coopera com avaliação sobre a conservação dos anfíbios brasileiros

Pedro Barros - estudante de jornalismo

De 25 a 29 de junho, realizou-se, em Iperó/SP, a IV Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios Brasileiros. O Museu de História Natural (MHN/UFAL) foi representado pelo pesquisador voluntário do Setor de Herpetologia, Barnagleison Lisboa. O evento encerrou a primeira etapa do processo de Avaliação do Estado de Conservação dos Répteis e Anfíbios do Brasil, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

Desde 2010, o centro realizou quatro oficinas, em parceria com aproximadamente 100 pesquisadores de todas as regiões do País. Conforme o site do RAN (www.icmbio.gov.br/ran), foram avaliadas 906 espécies de anfíbios com ocorrência no território brasileiro. Para determinar o grau de risco de extinção das espécies, foram seguidos os protocolos indicados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (International Union for Conservation of Nature - IUCN).

Pesquisadores de todo o País se reuniram para avaliar o estado de conservação dos anfíbios brasileiros.
  
A "Lista Vermelha da IUCN" (http://www.iucnredlist.org) inclui cinco níveis de risco, que vão do "Menos preocupante" (Least Concern - LC) ao "Criticamente em perigo" (Critically Endangered - CE), além de classificar as espécies que já foram extintas regionalmente, na natureza (que só existem em cativeiros, por exemplo) ou aquelas das quais não se encontra mais nenhum representante vivo. Nesta categoria estão animais como o pássaro dodô, o tigre-dentre-de-sabre e os dinossauros.

  • O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres também utiliza os mesmos critérios de avaliação. Em seu site, eles explicam como os animais são classificados nessa lista. Saiba mais.

Conforme a edição de julho de 2012 da revista "Herpetologia Brasileira", até agora uma das espécies avaliadas foi declarada extinta e 14 estão classificadas como "Criticamente em perigo", oito na categoria "Em perigo" (EN), 19 em "Vulnerável" (VU), 27 em "Quase ameaçada" (NT) e 158 em "Dados insuficientes" (DD).

"Os anfíbios são mais suscetíveis a mudanças ambientais em função do ciclo de vida da maioria das espécies ocorrer no ambiente aquático, quando larvas, e no ambiente terrestre após a fase larval, o que os torna bons indicadores de qualidade ambiental, pois a composição e a diversidade deste grupo faunístico pode informar sobre as condições de ecossistemas terrestres e aquáticos simultaneamente", explica a bióloga Selma Torquato, do Setor de Herpetologia do MHN. "Além disso, o tipo de ovo, que necessita de um ambiente úmido, e as dezenas de diferentes formas de reprodução exigem ambientes bastante específicos".

Os próximas passos do projeto são validar, compilar e divulgar os dados obtidos de todas as reuniões. Isso vai culminar na nova lista de espécies de anfíbios ameaçadas do Brasil, que será publicada oficialmente pelo Ministério do Meio Ambiente.

De 27 de agosto a 01 de setembro, em Natal/RN, o Setor de Herpetologia estará presente em oficina para elaboração do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (PAN).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Projeto do Setor de Paleontologia desenvolve atividades em diversas partes do Estado

Pedro Barros - estudante de jornalismo

O Projeto Fósseis de Alagoas é uma iniciativa vinculada ao Setor de Paleontologia do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/UFAL), sob a coordenação do professor Jorge Luiz Lopes da Silva, que tem ampliado os conhecimentos sobre a pré-história alagoana. Desde 2010, atua nas áreas de pesquisa, ensino e extensão.

Moradores de Inhapí mostram fósseis encontrados na zona rural do município. Segundo o Prof. Jorge Luiz, os vestígios são de mastodontes, tatus gigantes (com uma nova ocorrência para Alagoas), preguiças terrícolas e toxodontes.



Em parceria com o Setor de Geologia, vem registrando várias descobertas nos sítios paleontológicos do Estado. Atualmente, a equipe de Paleontologia desenvolve o projeto "Levantamento, Resgate, Diagnóstico Paleontológico e Salvaguarda do Patrimônio Fossilífero nos Municípios de Olho D'água do Casado, Piranhas, Poço das Trincheiras e Maravilha - Semi-Árido do Estado de Alagoas", financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As últimas ocorrências foram registradas em Inhapí, graças a colaboração de Roberto Oscar, agente de saúde do município, que informou à equipe sobre "ossos estranhos de animais pré-históricos" numa propriedade rural. O fato foi registrado em matéria televisiva, no dia 6 de julho (assista aqui). Para informar sobre achados dessa natureza, entre em contato com o Museu de História Natural ou diretamente com o laboratório de Paleontologia.

O setor tem um importante papel no conhecimento da ciência em Alagoas. Além da participação em eventos acadêmicos, leva apresentações sobre o assunto para várias escolas, públicas e privadas, na capital e no interior. Através das pesquisas de campo, amplia o acervo paleontológico do MHN/UFAL. "O acervo no presente consta de um significativo número de espécimes completos de ossos fossilizados de megamamíferos pleistocênicos do Estado de Alagoas. Dentre estes: dentes isolados, úmeros, tíbias e fíbulas, fêmures, escápulas, crânios, pélvis, vértebras, costelas, rádio e ulna, ossos da mão e do pé de vários animais da megafauna*", afirma o Prof. Jorge Luiz.

Em maio, a equipe de Paleontologia e Geologia do MHN/UFAL fez uma apresentação para turmas do 1° ano do Ensino Fundamental em escola do bairro da Ponta Verde, em Maceió.
Junto à divulgação, o projeto dedica-se à Educação Patrimonial, que visa orientar a população sobre a importância dos fósseis e como proceder no caso de um achado (possivelmente) paleontológico. Em dezembro do ano passado, as então estagiárias dos Setores de Paleontologia e Geologia, Dianne Almeida da Silva e Keyla Juliana Santos Bertolino Café, defenderam uma monografia sobre o assunto.

A estudante do 6° período de Biologia, Elaine Pollyanna Alves da Silva, fala de como é surpreendente trabalhar na pesquisa com fósseis. "No caso do sítio paleontológico de Itatiaia, nunca imaginei que, no fundo da lagoa, pudéssemos encontrar ossos de animais da megafauna* em tão bom estado de conservação. Foi uma surpresa tanto para nós quanto para os moradores locais", diz Pollyanna, que desenvolve um trabalho de conclusão de curso sobre os achados do local.


Estudantes do povoado Itataia, em Olho d'Água do Casado, foram levados pelas professoras para acompanhar a escavação que estava sendo realizada pelos paleontólogos do MHN/UFAL e financiada pelo CNPq (processo: 401792/2010-2, incentivo à paleontologia nacional). 
Está previsto para outubro, o lançamento do livro "Patrimônio Arqueológico e Paleontológico - Alagoas", produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A obra contém um capítulo sobre a paleontologia no semiárido alagoano, escrito pelo Prof. Jorge Luiz Lopes da Silva.

Saiba mais:

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Projeto ajuda a recuperar florestas do Baixo São Francisco

Pedro Barros - estudante de jornalismo

Nos dias 11 e 12 de junho, a equipe do Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (Crad) do Baixo São Francisco realizou um plantio de 600 mudas para recuperar uma Área de Preservação Permanente (APP)* próxima ao rio Itiúba, em Porto Real do Colégio. Também foram doadas 200 mudas de Ouricuri, uma espécie de palmeira típica da região nordeste, para índios da tribo Kariri-Xocó. Todas elas foram produzidas no Arboretum do campus A. C. Simões.

A atividade provém de uma parceria da Ufal, por meio do Museu de História Natural (MHN), do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) e do campus de Arapiraca, com a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Sua implantação na região faz parte das ações do Plano de Desenvolvimento Florestal Sustentável da Bacia do Rio São Francisco (PDF-São Francisco), sob responsabilidade do Programa Nacional de Florestas (PNF), com colaboração da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Na Bacia do Rio São Francisco, existem mais seis centros de referência ativos além do Ufal/UFS.

Estagiários do Crad plantam mudas em Porto Real do Colégio. Foto: Ulysses Cortez.
Segundo a Profª. Drª. Flávia de Barros Prado Moura, coordenadora do Crad/Ufal e do Setor de Ecologia do MHN/Ufala caatinga de alagoana já perdeu mais de 90% de sua cobertura original. "O que resta está localizado em lugares de difícil acesso, como encostas de morro, e a maior parte é área secundaria, isto é, que já foi cortada ou queimada, mas regenerou", afirma.

Um dos grandes problemas da devastação arbórea é o risco de desertificação. "A gente tem aqui em Alagoas áreas em que o solo é muito arenoso e raso, e embaixo deles há rochas cristalinas, muito duras. Quando essa vegetação de Caatinga é removida e vem as chuvas (e as chuvas ali são normalmente torrenciais, muito fortes), acontece um processo acentuado de erosão. Vai acabar ficando só a rocha e não vai ter como recompor essas áreas", explica. "A corrida para recuperá-las é algo emergencial, ou fazemos isso agora ou vamos perder grande parte do território alagoano por conta da desertificação".

Conforme a pesquisadora, os centros de referência visam solucionar o problema da falta de modelos de reflorestamento. "Como é que a gente faz para recuperar uma área de restinga? Que técnicas se vai utilizar? Por exemplo, no semiárido, com solo arenoso: Que tipo de planta deve ser plantada? Que tipo de substrato deve ser usado? Quanto se deve plantar? Tudo isso ainda está muito pouco conhecido. Aí foram criados os centros de referência, para que se fizessem pesquisas sobre o que era mais adequado para cada situação", explica. "Essas respostas vão mapear políticas e programas futuros de recuperação de áreas degradadas". As mudas plantadas em Porto Real do Colégio, por exemplo, serão acompanhadas mensalmente para avaliar a taxa de sobrevivência e o crescimento.
   
Mudas de plantas comuns da Caatinga. Foto: Ulysses Cortez.


Além de servir como base de dados, os Crad's são um meio de capacitação para profissionais que desejam trabalhar com a restauração de florestas. O estudante de biologia e estagiário voluntário do Crad/Ufal, Renato Vanderlei, diz ficar honrado em poder participar desse projeto. "Conseguir recuperar uma área depois de anos de degradação, principalmente do bioma Caatinga, único e exclusivo do Brasil, é fantástico", testemunha. "Plantar, reflorestar, são trabalhos divinos. É um contato singular com a natureza. Poder acompanhar uma planta desde seu plantio até seu desenvolvimento é literalmente mágico".

Aliado ao trabalho de recuperação ambiental, a equipe do Crad/Ufal também produz mudas da palmeira Ouricuri para geração de renda das populações nativas. "Usar as florestas não é nenhum crime. Crime é usá-las de maneira que não seja sustentável", salienta a Prof. Flávia. "Um outro projeto é esse que a gente está fazendo com os índios Kariri-Xocó, para recuperar as matas nativas da aldeia". Segundo a professora, a tribo é bastante receptiva ao trabalho: eles desejam recuperar uma mata que consideram sagrada.

Os próprios interessados podem cadastrar áreas que desejam reflorestar em sua propriedadePara isso, só é necessário acessar o site e procurar a guia "CADASTRO". Conforme a coordenadora do projeto há uma lista de espera e, assim que for possível, a equipe do Crad irá desenvolver plantios experimentais no local.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estagiários do MHN participam de curso sobre Bioacústica

Pedro Barros - estudante de jornalismo

De 11 a 13 de junho, no auditório da Usina Ciência, os estagiários dos setores de Herpetologia e Ornitologia do Museu de História Natural participaram de um curso de capacitação em bioacústica, ministrado pelo doutorando em biologia animal, André Pansonato, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), campus São José do Rio Preto. O curso também foi destinado a alunos do Programa de Pós Graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos (PPG-DIBICT) do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Bioacústica é o ramo da biologia que estuda os sons dos seres vivos e como eles os usam para, por exemplo, se reproduzir ou defender seu território. "Cada espécie de sapo, rã ou perereca apresenta 'canto' peculiar, único: nenhuma canta a mesma nota ou seqüência de notas", explica Pansonato.

O biólogo André Pansonato fala sobre o estudo dos sons dos animais. Foto: Neto Vieira Araújo.


O curso foi voltado para análise bioacústica de anfíbios anuros e aves, embora não se restrinja a essas classes. "Dentre os animais vertebrados que possuem grande capacidade para emitir sons, como as aves, alguns mamíferos (golfinhos, primatas e morcegos) e os anfíbios anuros (anfíbios que não tem cauda quando adultos, como os sapos, rãs e pererecas), estes últimos constituem um grupo notável por apresentar comunicação acústica (vocalizações) bastante variada e específica", analisa o pesquisador.

Além de auxiliar o estudo comportamental, a bioacústica ajuda na identificação das espécies: através dos sinais acústicos é possível diferenciar seres que são muito similares entre si mas que pertencem a espécies diferentes. Pansonato apresenta como exemplo as espécies pertencentes ao gênero Pseudopaludicola. "São anuros de pequeno tamanho, raramente ultrapassando 20 mm de comprimento total, morfologicamente semelhantes entre si, o que dificulta a identificação com base em caracteres morfológicos externos", explica. 

Na dimensão prática do tema, os participantes aprenderam sobre a coleta do áudio em campo e sua análise em laboratório. "Utilizamos o Raven 1.3, um software desenvolvido por pesquisadores de aves, que ajuda, por exemplo, na interpretação dos parâmetros acústicos dos sons", explica Pansonato. 

Conforme o pesquisador, o interesse pelos cantos e grunhidos dos animais já ultrapassou os limites da ciência. “Após a edição dos cantos obtidos no campo dá até para fazer sinfonias. Estamos inserindo, aos poucos, informações do meio científico no cotidiano popular, como: toques de celulares, cd’s de cantos (por exemplo, o Guia interativo dos Anfíbios Anuros do Cerrado, Campo Rupestre & Pantanal e o Guia Sonoro dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica) e páginas de informação na internet".
  

A estudante do 2º período de Bacharelado em Ciências Biológicas da Ufal, Bárbara Virgínia, que participou do curso, conta que não tinha conhecimento sobre a área. "O curso me ajudou a entender mais o que é bioacústica e perceber o quanto ela é importante para a biologia. Achei interessante a diversidade de cantos e espécies dos anfíbios anuros", conta.

Já o pesquisador Barnagleison Lisboa, voluntário do setor de herpetologia do MHN, vê o aprendizado como uma oportunidade para o desenvolvimento da pesquisa científica local. "O curso foi importante para ampliar o estudo da herpetologia [ramo que estuda répteis e anfíbios] em Alagoas", salienta.

André Pansonato desenvolve estudo de ecologia comportamental e taxonomia de espécies do gênero Pseudopaludicola sob orientação de Itamar Alves Martins e Christine Strüssmann, cujas atividades se estendem ao longo da América do Sul e colabora com projetos de pesquisa no Pantanal, ligados ao Laboratório de Herpetologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Cuiabá e no Instituto Nacional de Áreas Úmidas (Inau).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

MHN sedia aula para estudantes de biologia de São José da Lage

Pedro Barros - estudante de jornalismo

No dia 12 de maio, o Museu de História Natural (MHN) sediou uma aula presencial a estudantes do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas à Distância do município de São José da Lage. Na ocasião, o biólogo e professor Mário Tânio abordou a disciplina Zoologia dos Cordados e discorreu sobre o próprio museu.

O curso intercala aulas em ambiente virtual e atividades presenciais, estas desenvolvidas principalmente no pólo do município. Segundo Mário, visitas a outros lugares, como o MHN, enriquecem o aprendizado dos estudantes. Desta vez, além de tratar dos diversos grupos de vertebrados, destacando os tetrápodes (anfíbios, répteis, aves e mamíferos), ele discorreu sobre a própria estrutura e funcionamento do museu.

"Foi uma oportunidade de mostrar algo diferente aos alunos, para que eles conhecessem uma instituição ligada à atividade de pesquisa, sua estrutura e proporcionar um contato com uma das muitas atividades que podem ser desenvolvidas por biólogos. Os alunos puderam ter acesso a algumas peças da coleção de exposição, conhecer uma coleção científica, fósseis de vertebrados, etc.", explica. "Eles não teriam acesso a esse acervo se a aula tivesse sido ministrada no pólo do curso, no município de São José da Laje".

Os estudantes e o professor Mário Toledo, à direita (de branco).

O Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas à Distância é fruto de uma parceria entre o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e o projeto Universidade Aberta do Brasil (UAB).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Setor de Herpetologia colabora com pesquisa sobre répteis e anfíbios da Caatinga

Pedro Barros - estudante de jornalismo

Em março, foi realizado o primeiro trabalho de campo do projeto "Representatividade da Herpetofauna em Unidades de Conservação da Caatinga: Diversidade, Filogeografia e Relações com Biomas não Florestais da América do Sul". A proposta, liderada pelo Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem parceria com o MHN-UFAL.
 
Entre os principais objetivos do trabalho estão a catalogação de espécies herpetológicas (répteis e anfíbios) das unidades de conservação da Caatinga e a identificação dos processos históricos responsáveis pelos padrões atuais de sua diversidade e distribuição nos biomas não florestais. "Os produtos deste estudo serão utilizados para a criação de planos de manejo, assim como auxiliarão na gestão de unidades de conservação, direcionando decisões e minimizando problemas relacionados à conservação das espécies", acrescenta a bióloga e pesquisadora voluntária do Setor de Herpetologia, Cristiane Palmeira.

A bióloga Cristiane Palmeira com uma Boa constrictor, espécie de jiboia, coletada na Estação Ecológica Raso da Catarina (BA).

Cristiane está vinculada ao projeto como bolsista de Auxílio Técnico do CNPq. Ela participou do primeiro trabalho de coleta, realizado na Estação Ecológica Raso da Catarina (BA), e atualmente já participa do segundo, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.
 
Para ela, o projeto é de grande importância para o conhecimento da Herpetologia Brasileira. "Estudos sobre a herpetofauna da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, ainda são insuficientes e a integração das instituições do Nordeste envolvidas, assim como a participação de pesquisadores estrangeiros permitem um intercâmbio de conhecimentos extremamente enriquecedor", conta.
 
O projeto envolve oito universidades. No Nordeste, além da UFRN e da UFAL, participam a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Sergipe (UFSE), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Colaboram ainda a Universidade de Brasília (UNB) e a Universidade Federal de Goiás (UFG).
 
As próximas unidades de conservação a serem visitadas são: Parque Nacional do Catimbau (PE), Parque Nacional de Ubajara (CE), Estação Ecológica de Aiuaba (CE), Parque Nacional de Sete Cidades (PI), Parque Nacional da Serra das Confusões (PI) e Estação Ecológica do Seridó (RN).

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Criado Setor de Mastozoologia

Pedro Barros - estudante de jornalismo

A partir de fevereiro deste ano, o Museu de História Natural passou a contar com um novo setor, dedicado ao estudo e à coleção de mamíferos. O Setor de Mastozoologia (do grego: mastós, “mama”; zoon, “animal”; logos, “estudo”) dedica-se à organização da coleção científica (aberta a pesquisadores) e do acervo didático (aberto ao público, com exemplares para exposição), além das pesquisas na área.

Bióloga Anna Ludmilla na sala do novo setor.
A atual responsável pelo setor é a mastozoóloga Anna Ludmilla da Costa Pinto Nascimento, mestre em Zoologia pela Universidade Federal da Paraíba. Suas pesquisas focam-se nas áreas de ecologia de pequenos mamíferos não-voadores, inventário de mastofauna terrestre e Educação Ambiental.
 
Para a bióloga, a criação do novo setor é importante para o levantamento das espécies de mamíferos terrestres do Estado. "Muito pouco se sabe sobre os mamíferos em Alagoas: quais espécies ocorrem e em quais ambientes; qual o tamanho de suas populações; grau de ameaça local; presença de espécies raras, endêmicas, novas; são algumas das questões que se pretende descobrir", observa Anna Ludmilla.
 
Segundo a mastozoóloga, a pesquisa sobre mamíferos no Estado ainda é escassa. "Sabemos por relatos que Alagoas abriga, por exemplo, o jupará (Potos flavus), um mamífero de médio porte, arborícola, raro e associado a ambientes de floresta densa, como Amazônia e Mata Atlântica. As informações sobre ocorrência de mamíferos de médio e grande porte (como guaxinim, capivara, tamanduá-mirim e veados) que possuímos são oriundas de relatos de moradores, caçadores ou animais capturados pelo Ibama. Com relação aos pequenos mamíferos (roedores e marsupiais), o conhecimento no Estado é mais limitado ainda".

segunda-feira, 26 de março de 2012

Notícias do Museu de História Natural

Pedro Barros - estudante de jornalismo

Trabalho de educação ambiental no interior tem parceria com o MHN

Funcionários do Museu e policiais do Batalhão Ambiental.

O IMA realizou, de 21 a 25 de março, um trabalho de educação ambiental nos povoados de Alto dos Coelhos e Tingui, no município de Água Branca/AL. Em parceria com o Batalhão de Polícia Ambiental e o Museu de História Natural - UFAL, o evento leva exposição que inclui animais preservados do Museu.

Seminário Temático da Biologia

Clique para ampliar
O Centro Acadêmico Enraizado em Terra Seca (CAETÉS), do curso de Biologia da UFAL, em conjunto com a Professora Cláudia Maria, realizará, nos dias 31/03 e 01/04 o 1º Seminário Temático da Biologia. Esta edição estará abordando Genética e Biologia Marinha.
Segundo Anita Rocha, da comissão organizadora, "a ideia é está produzindo esse evento mensalmente, com temáticas diferentes". Os STBs acontecerão no final de cada mês, "com o objetivo de contribuir para a formação dos futuros profissionais, além da divulgação das pesquisas dos professores e estagiários de nosso instituto", conforme publicação no blog do CA.
O MHN sediará a palestra do dia 01/04, "A relação da Genética com a saúde Humana". Para mais informações, acesse: http://caetesufal.wordpress.com/

Biólogo da UFPB consulta coleção herpetológica do MHN


O pesquisador Fagner Delfim (foto) esteve no dias 15 e 16 de março no MHN, consultando o material referente a lagartos do gênero Phyllopezus, presente na coleção do Setor de Herpetologia. O objetivo é comparar os lagartos do Museu a uma suposta nova espécie do mesmo gênero, atualmente estudada na UFPB.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Nome de nova espécie de lagarto homenageia pesquisadora do MHN

Pedro Barros - estudante de jornalismo

Em fevereiro, foi publicada na revista científica Zootaxa a descoberta de uma nova espécie de lagarto em Alagoas. Encontrado no remanescente florestal de Mata Atlântica da Serra da Saudinha (Ipioca, Maceió/AL), o lagarto recebeu o nome de Coelodactylus elizae, em homenagem à professora e pesquisadora Eliza Maria Xavier Freire, fundadora do Setor de Herpetologia do Museu de História Natural - UFAL.
 
Coleodactylus elizae: lagarto recém-descoberto em território alagoano.

O gênero Coleodactylus compreendia até então quatro espécies, todas elas de hábitos diurnos, com menos de 4 cm de comprimento e presentes em várias partes da América do Sul, como a caatinga e os cerrados brasileiros e a Cordilheira dos Andes. Uma novidade do C. elizae é o fato de ele ter sido encontrado em bromélias, enquanto as outras espécies são sempre habitantes de folhiço.
 
A pesquisa, iniciada em 2004, foi desenvolvida por uma equipe de vários estudantes e pesquisadores do Setor de Herpetologia do MHN-UFAL. Dentre eles, Ubiratan Gonçalves, Selma Torquato, Gabriel Skuk (in memoriam) e George de Araújo Sena foram os responsáveis pela descrição da espécie.
 
Quem é Eliza Maria Xavier Freire?
 
A professora Eliza Freire foi quem inaugurou, ainda no primeiro ano do MHN-UFAL (1991), a coleção de répteis e anfíbios do Museu. Ela coordenou vários projetos voltados para o estudo da diversidade da herpetofauna da Mata Atlântica, por meio dos quais foram reconhecidas e descritas novas espécies, como o lagarto Dryadosaura nordestina e as serpentes Bothrops muricienses, Liotyphlops trefauti (em homenagem ao Prof. Miguel Trefaut) e Dendrophidion atlanticus.

Atualmente, Eliza Freire atua no Departamento de Botânica, Ecologia e Zoologia da UFRN, onde criou o Laboratório de Herpetologia e a Coleção Herpetológica (CHBEZ) da universidade (blog). É ela também a responsável pela descoberta do lagarto Coleodactylus natalensis, espécie endêmica de remanescentes da Mata Atlântica do Rio Grande do Norte, hoje considerado símbolo da preservação das áreas verdes de Natal.

Notícias sobre a descoberta:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Notícias do Setor de Herpetologia

Pedro Barros - estudante de jornalismo

MHN recebe visita dos herpetólogos Miguel Trefaut e Paulo Garcia
Sexta-feira (10), estiveram no Setor de Herpetologia do MHN-UFAL os professores Dr. Miguel Trefaut Urbano Rodrigues e Dr. Paulo Christiano de Anchieta Garcia, ambos importantes pesquisadores no estudo de répteis e anfíbios. Trefaut (segundo, da direita para esquerda) é atualmente professor do Instituto de Biociências da USP e Garcia (de azul) é professor do Departamento de Zoologia e do  curso de Pós-Graduação em Biotecnologia da UFMG.

Da esquerda para direita: Tamí Mott, José Vieira de Araújo Neto, Ingrid Tiburcio, Filipe Augusto Nascimento, Barnagleison Lisboa, Paulo Garcia, Miguel Trefault e Bruno Vilela.

Estagiários do Setor de Herpetologia são aprovados em seleção de mestrado
Os estagiários José Vieira de Araújo Neto e Jéssica Yara Galdino, do setor de herpetologia do MHN,  foram aprovados na seleção de mestrado: ele, pela UFAL, em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos; ela, pela UFPB, em Zoologia.
Barnagleison Lisboa, atualmente pesquisador voluntário do setor, também foi aprovado no mestrado: nesse caso, o de em Biologia Animal da UFPE. Bruno Vilela de Morais e Silva, que foi estagiário no setor durante a graduação e também teve seu apoio durante o mestrado, foi aprovado no doutorado em Ecologia e Evolução pela UFG.

Estudante da UFRPE faz estágio no MHN


Elvira Florentino da Costa é estudante do curso de Bacharelado em Ciências Biológicas da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ela faz parte do grupo de herpetologia coordenado pela Profª.  Ednilza Maranhão dos Santos. No período de 6 a 17 de fevereiro, Elvira esteve no MHN-UFAL aprendendo técnicas de análise de morfologia de girinos, que serão utilizadas na sua monografia de conclusão de curso. "Acredito que uma das funções do museu é promover o intercâmbio de estudantes e pesquisadores entre instituições", salienta Filipe Augusto Nascimento, que supervisionou o estágio.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

TCC defende a importância dos fósseis do Estado de Alagoas

Pedro Barros - estudante de jornalismo

No dia 13 de dezembro de 2011, as estagiárias do MHN-UFAL Dianne Almeida da Silva e Keyla Juliana Santos Bertolino Café defenderam o TCC "Um olhar sobre os Fósseis do Estado de Alagoas como Instrumento para a Educação Patrimonial".

A proposta das estudantes de ciências biológicas é estimular as escolas de Ensino Médio e Ensino Fundamental dos municípios de Olho d’Água do Casado, Piranhas e Maravilha a conscientizarem a população, por meio da Educação Patrimonial, sobre a importância dos fósseis de sua região. A monografia tece orientações quanto ao trabalho de coleta desse material, que deve ser feito por profissionais com a autorização prévia do órgão competente, para se evitar a perda de informações nas pesquisas científicas.

Dianne e Keyla tiveram como orientador o Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva (ICBS-UFAL), que também esteve presente na banca examinadora, junto às professoras  Dra. Ana Paula Lopes da Silva (IGDEMA-UFAL) e Msc. Lilian Carmen Lima dos Santos (ICBS-UFAL).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Como se armazenam as plantas num herbário?

Os herbários são coleções de plantas, normalmente de uma determinada região geográfica. Eles ajudam tanto a sociedade em geral quanto os cientistas, fornecendo a identificação desses seres vegetais: eles indicam plantas benéficas para o ser humano (como as medicinais) e também advertem sobre aquelas que lhes causam algum tipo de prejuízo (como as plantas tóxicas e as daninhas); podem servir como centro de treinamento de botânicos e dão um importante suporte para pesquidores como os agrônomos, farmacólogos e ecólogos.

Mas... como as plantas são conservadas nessas coleções?