segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ufal estuda parceria com Museu Darwin de Moscou

O museu é um dos mais importantes da Rússia e sua parceria pode ajudar a reestruturação do Museu de História Natural da Ufal

Por Pedro Barros - estudante de jornalismo

A diretora do Museu Darwin de Moscou, Anna Klyukina, em visita a Alagoas, reuniu-se esta segunda-feira (11) com docentes, pesquisadores, técnicos e os reitores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Eurico Lôbo e Rachel Rocha. Os gestores trocaram informações sobre as instituições e discutiram a possibilidade de um convênio entre elas. A proposta é que a parceria contemple intercâmbio de alunos e professores, troca de material científico e a produção conjunta de artigos e periódicos acadêmicos.

Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva mostra fóssil da mandíbula de um mastodonte, encontrado no sertão alagoano. Da esquerda para direita, Vladmir Levit, Natalia Fedorova e Anna Klyukina. Foto: Pedro Barros
  
Pela manhã, Klyukina conheceu os laboratórios e as coleções de répteis, anfíbios, moluscos, paleontologia e geologia do Museu de História Natural. A diretora também visitou a réplica da caverna e o salão de exposição do museu, atualmente fechados.
 
Para o biólogo Filipe Augusto Nascimento, a importação e exportação de espécimes científicos será muito importante para ambas as instituições, devido a acentuada diferença entre os biomas brasileiros e russos. "São continentes que possuem diversidades biológicas diferentes. A importância primária para os museus é aumentar a representatividade dos acervos. Podemos ter peças que de outra maneira seria impossível adquirir. Ambas as instituições serão beneficiadas por essa troca", afirma Nascimento.

"Fizemos um pequeno livro sobre os 100 anos de nosso museu e vocês fizeram um grande livro para os 50 anos da universidade", brincou Klyukina ao receber do reitor a publicação comemorativa dos 50 anos da Ufal. Foto: Pedro Barros
  
O reitor reafirmou o compromisso com o Museu de História Natural, com a proposta de transferi-lo para o prédio do antigo Centro de Ciências Biológicas (CCBI). "Firmamos um acordo com o Governo do Estado, devido a situação crítica do momento, mas isso é temporário", explicou Lôbo, referindo-se à instalação de salas para o Instituto Médico Legal (IML) no local. Reiterou, no entanto, que a obra, que também inclui a criação do Memorial da Ufal, devido a sua complexidade e peculiaridades, não deve ser concluída a curto prazo.

"A manutenção do museu é algo muito complexo e requer pessoas qualificadas em várias áreas de conhecimento para dar suporte, talvez seja um dos núcleos mais complexos em termos de construção, gerenciamento e divulgação", afirmou o reitor. Este ano, o museu recebeu três novos funcionários.

Anna Klyukina chamou a atenção para a necessidade de divulgação científica para a população em geral, para que o conhecimento não circule somente entre os cientistas. "É necessário criar uma geração cientificamente educada", declarou. Segundo a bióloga, os museus são um importante meio para essa finalidade: hoje, muitos pesquisadores agradecem ao Museu Darwin por divulgar suas descobertas.

O museu russo também poderá auxiliar museus alagoanos através de orientações, informações e métodos relativos a conservação, manutenção e exposição de acervos.

Anna Klyukina em visita ao auditório da Usina Ciência. Foto: Pedro Barros.


Museu Darwin
O Museu Darwin de Moscou é o mais importante museu de história natural da Rússia, chegando a receber mais de 500 mil visitas por ano. O museu foi fundado em 1907 pelo naturalista Alexander Kohts. Atualmente trabalha com coleções e pesquisas em diversas áreas, de humanas a naturais. O interesse é aproximar a ciência do público, levando conhecimento em linguagem popular.
 
Anna Klukina foi auxiliada pelos intérpretes Vladmir Levit e Natalia Fedorova, professores russos do curso de meteorologia da Ufal. O Ciclo de Debates sobre o Binômio Natureza/Cultura e as negociações com o Museu Darwin fazem parte do projeto "Uma cultura anfíbia na transversalidade de saberes: Alagoas e Rússia", coordenada pelo Programa de Pós-Graduação em História da Ufal, em conjunto com o Museu de História Natural, o Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), o Instituto de Ciências Atmosféricas (Icat), do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), as pró-reitorias de Extensão (Proex) e de Pesquisa e Pós-Graduação (Propep).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ufal debate relação entre natureza e cultura

Por Pedro Barros - estudante de jornalismo
 
Começa esta semana o I Ciclo de Debates sobre o Binômio Natureza/Cultura, com o tema "Uma cultura anfíbia na transversalidade de saberes: Alagoas e Rússia". O evento contará com a participação da diretora do Museu Darwin de Moscou, Anna Klukina, e o historiador e escritor alagoano Dirceu Lindoso. Serão abertas para o público duas mesas redondas nos dias 12 e 13, no auditório do Centro de Saúde (CSAU) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
 
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No dia 12, terça-feira, a mesa-redonda discutirá "O Colecionismo e as Coleções Científicas na visão do Museu Darwin (Moscou) e do Museu de História Natural/Ufal". No dia 13, quarta-feira, a mesa "Canais e Lagoas e o conceito de cultura anfíbia" vai explorar a relação entre natureza e cultura alagoanas, sob a ótica do pesquisador Octávio Brandão (1896-1980).
 
Os debates, que buscam estabelecer um diálogo entre as ciências naturais, sociais e da informação, são organizados por uma comissão bastante multidisciplinar. Participarão do evento representantes do Museu de História Natural, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), do Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT), do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e das pró-reitorias de Extensão (Proex) e de Pesquisa e Pós-Graduação (Propep).
 
Confira a programação:

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estudo sobre anfíbios ajuda a ligar larvas e adultos da mesma espécie

Pesquisadores fizeram a descoberta a partir da análise do crânio e da cavidade oral de girinos

Por Pedro Barros - estudante de jornalismo


Os anfíbios têm uma característica bastante peculiar entre os animais tetrápodes - aqueles que possuem quatro patas, como répteis, aves e mamíferos: eles têm a vida dividida em duas fases, uma larval – geralmente vivida dentro d'água - e outra adulta - na terra. A larva dos anfíbios anuros, conhecida como girino, possuem características bem diferentes do adulto: girinos são aquáticos, adultos são terrestres; girinos respiram por brânquias, adultos tem respiração pulmonar. Guardadas as devidas diferenças, são como as borboletas. Acontece que animais assim, que mudam completamente seu corpo durante a vida, deixam os cientistas confusos quando têm de ligar os adultos a suas larvas.
A classificação dos girinos ainda é pouco estudada pela ciência. Foto: Filipe Augusto Nascimento
Buscando facilitar a taxonomia - isto é, a classificação científica - desses bichos, pesquisadores do Setor de Herpetologia do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas passaram a aprofundar seus estudos na anatomia dos girinos. Em parceria com o Museu Nacional de História Natural do Uruguai e a Universidade de Richmond, dos Estados Unidos, o artigo mais recente sobre o assunto foi publicado em agosto, na revista científica Zootaxa, com o título "The genus Odontophrynus (Anura: Odontophrynidae): a larval perspective".

Os estudiosos analisaram os condrocrânios e a cavidade oral de girinos de quatro espécies de sapos do gênero Odontophrynus. Os cientistas perceberam que essas partes do corpo podem ser parâmetros para diferenciar as espécies quando elas ainda não são adultas. Segundo o biólogo Filipe Augusto Nascimento, a maior parte do conhecimento sobre taxonomia de anuros (sapos, rãs e pererecas) são provenientes de características dos animais adultos, apesar de as larvas terem se mostrado muito importantes na hora de classificá-los. "A pesquisa ajudou a deixar mais clara as diferenças entre as espécies desse gênero. Crânios dos girinos podem ser informativos sobre a evolução desses animais", explica.

Desafios
Segundo Nascimento, a pesquisa não foi fácil. "Um dos fatores que dificultam é que muitos anfíbios ainda não têm sua larva conhecida", conta. Para se ter uma ideia, duas espécies cujos adultos são muito parecidos podem ter larvas bem diferentes - e o oposto também ocorre. "Você quer estudar, por exemplo, as relações evolutivas de um gênero que tem 10 espécies de sapos a partir de suas larvas. Porém, quando você vai verificar, só duas tem seus girinos conhecidos. O trabalho acaba ficando inviável", afirma.
Um condocrânio de girino diafanizado: o crânio cartilaginoso das larvas são diferentes em cada girino. Imagem: Filipe Augusto Nascimento.

Outro desafio foram as exigências técnicas. A cavidade oral das larvas foi analisada num microscópio eletrônico de varredura, na Universidade de Richmond. “Esse tipo de microscópio tem um poder de aumento e resolução melhor, permitindo o exame mais detalhado das estruturas”, explica o biólogo. Os condrocrânios, termo usado para o crânio cartilaginoso dos girinos, foram estudados através de um um processo chamado diafanização, onde são aplicadas enzimas que digerem os músculos, tornando-o visível.

Segundo Nascimento, procurar girinos desconhecidos e descrevê-los tem sido uma das atividades do laboratório. "É um trabalho de base. Por conta da dificuldade de se conhecer a variedade de formas de girinos existentes, o conhecimento acumulado desses bichos é bem menor quando comparado com sua contraparte adulta. Nos últimos 10, 15 anos, porém, os trabalhos sobre eles têm crescido muito", conclui.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Museu de História Natural leva seu acervo para o Campus A. C. Simões

A exposição “Biodiversidade de Alagoas” fica no hall da Biblioteca Central até o dia 30 de setembro

Por Pedro Barros – estudante de jornalismo

De 4 a 30 de setembro, o Museu de História Natural (MHN) mantém a exposição “Biodiversidade de Alagoas” no hall da Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no campus A. C. Simões. Estão a mostra minerais, plantas, animais, conchas, um fóssil de mastodonte e o esqueleto de uma baleia-piloto (Globicephala macrorhynchus).

Exposição "Biodiversidade de Alagoas", do Museu de História Natural, na Biblioteca Central da Ufal. Foto: Pedro Barros


A exposição não tem réplicas. "Tudo é de verdade", insistem os monitores perante a surpresa dos visitantes. Em sua segunda edição, ela foi organizada em sete expositores: um com um tubarão-lixa, outro com o do esqueleto da baleia-piloto, um de paleontologia e geologia (com a mandíbula de um mastodonte e minerais diversos), um de plantas (que inclui as folhas da craibeira, árvore símbolo do Estado), e três expositores com animais taxidermizados (popularmente chamados de "empalhados"), divididos em mamíferos, répteis e aves.

Dessa vez o público alvo é a comunidade acadêmica, professores, estudantes e técnicos. A monitora e estudante de biologia Elaine Pollyanna Alves da Silva relata que, apesar de mais adulto, a reação de grande parte dessas pessoas é semelhante à das crianças. "No Mupa [Museu Palácio Floriano Peixoto, onde a exposição ficou instalada anteriormente] estávamos lidando com crianças do 1º grau e infantil. Mas aqui as pessoas estão tendo as mesmas reações que as crianças. É como se elas voltassem à infância, à imaginação", conta.

Exposição do Museu de História Natural fica na Biblioteca Central até o dia 30 de setembro. Foto: Pedro Barros 


A professora Denise Wanderlei, do curso de Biologia bacharelado da Ufal, considera importante a iniciativa de levar a exposição para fora do Museu. "Assim, ele chega a um público que não está habituado com pesquisa e extensão. Aqui no campus, pode despertar nas pessoas de outros cursos o interesse por alguma interação", analisa, citando o exemplo de um médico que se especializou em serpentes.

"Só vai ao museu a pessoa que tem interesse. Aqui não: os usuários da biblioteca passam e veem. E em períodos de prova, o fluxo de pessoas aumenta. Quando a exposição vai a outros lugares, ela consegue captar mais público e divulgar seu trabalho.", ressalta a diretora da Divisão de Serviços aos Usuários (DSU) da Biblioteca Central, Shirlem Maria Santos Bezerra.

Exposições na Biblioteca
Segundo Bezerra, as exposições no hall da biblioteca tem como objetivo principal estimular a cultura universitária. "Geralmente as exposições são de algum projeto da universidade, para que desperte o interesse acadêmico. Mas não se limita a isso, está aberta também para trabalhos fora da Ufal", explica. "Com esse espaço, buscamos, por um lado, dar oportunidade para divulgar trabalhos e, por outro, para dar visibilidade à biblioteca e aos seus serviços".

Escolas também visitam exposição na Biblioteca Central. Foto: Pedro Barros


A diretora informa que é possível agendar um tour pelas instalações da biblioteca, o que inclui uma parada na exposição temporária. "Na visita orientada, nós falamos sobre o Sibi [Sistema de Bibliotecas], a Biblioteca Central e os serviços que ela oferta (como consulta ao acervo, empréstimo, levantamento bibliográfico, etc.)", explica.

As pessoas interessadas em expor seu trabalho devem fazer um agendamento na secretaria da biblioteca. "O que pedimos é que, além de agendar primeiramente por telefone, a pessoa traga por escrito as informações básicas sobre a mostra, como o tema, o responsável e o tempo de permanência", informa Bezerra.

A Biblioteca Central funciona de segunda a sexta, das 7h às 21h40, e aos sábados de 08h às 14h. Telefone: 3214-1461.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Última semana da exposição "Biodiversidade de Alagoas" no Museu Palácio

Por Pedro Barros - estudante de jornalismo

Com pouco mais de um mês e meio no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), a exposição "Biodiversidade de Alagoas", do Museu de História Natural (MHN), já conseguiu mais de 3 mil visitas. Depois de impressionar crianças, adultos, estudantes e turistas, a mostra permanece no local somente até o dia 30 (sexta-feira) e então segue para o salão da Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A maior parte das visitas veio de escolas. Na imagem, monitora do Museu de História Natural dá explicação sobre os fósseis encontrados no sertão de Alagoas. Foto: Pedro Barros

Segundo a secretaria do Mupa, foram mais de 60 o número de grupos que visitaram o Mupa desde o início de julho, a maioria deles eram turmas de escolas de ensino infantil, fundamental e médio. Para a professora de ciências Ana Carla Barros Leite, que levou uma turma para ver a mostra, o contato com o objeto de estudo é um importante auxílio para o aprendizado da teoria. "A visualização é de extrema importância para facilitar o entendimento dos fenômenos naturais. Só com a teoria, há coisas que eles não conseguem nem imaginar", avalia.

Segundo o diretor técnico do MHN, Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva, contribuir com o ensino é um dos principais objetivos do museu. "Um tipo de exposição como essa deve ser atrelada com o conhecimento de sala de aula. Não é só mostrar curiosidade, mas também aquilo que tem a ver com o dia-a-dia das pessoas. Muitas vezes, os professores não levam um material diferenciado porque não têm", explica.

Diretor técnico do MHN e pesquisador dos fósseis alagoanos, Jorge Luiz, responde às perguntas de alunos do ensino fundamental. Foto: Pedro Barros
Segundo Lopes, a exposição também é uma maneira de aproximar os resultados das pesquisas do MHN com a comunidade alagoana. "Foi uma oportunidade de levar cultura à comunidade, levar coisas que eles poderiam não ver da diversidade biológica e geológica, principalmente no meio urbano. Também pudemos projetar o museu, torná-lo mais conhecido pela população, escolas e turistas - ouvir suas opiniões, aprender com eles, saber o que querem ver - e fazer com que mais pessoas se interessem e lutem para manter o museu aberto para o público".

Próxima parada
Assim que for retirado do Mupa, dia 30, o acervo será transportado para a Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas, no campus A. C. Simões. A nova exposição, que ficará em cartaz de 2 a 13 de setembro, estará integrada com a Semana da Biologia, que recepciona os feras do curso. "Nosso objetivo é tornar o Museu de História Natural mais conhecido dentro da própria Ufal. Há muitos alunos e professores que ainda não o conhecem", afirma o diretor, Fábio Henrique de Menezes. "Assim, teremos oportunidade de mostrar quais são suas atividades e como funciona nosso trabalho".

O Museu de História Natural é um órgão suplementar ligado à Pró-Reitoria de Extensão da Ufal. Criado em 1991, desenvolve pesquisas, em Alagoas e estados próximos, sobre geologia, biodiversidade (atual e fóssil) e arqueologia. Desses estudos resultam coleções científicas e material para exposições museológicas.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Diretor do Mupa anuncia prorrogação da exposição “Biodiversidade de Alagoas”

Por Pedro Barros – Estudante de jornalismo

Em cartaz no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa) desde 9 de julho, a exposição “Biodiversidade de Alagoas” tem atraído muita gente para conhecer as riquezas naturais de nosso Estado. Do início da exposição até ontem (13/08), foram registradas mais de 2400 visitas. Segundo o diretor do museu-palácio, José Márcio Passos, o rico acervo do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas e a divulgação intensiva para as escolas são os principais fatores que alavancaram o fluxo de visitantes. Devido à grande procura, a exposição foi prorrogada para o dia 30 de agosto. Confira a entrevista.

Diretor do Museu Palácio, José Márcio Passos, fala sobre a recepção da exposição "Biodiversidade de Alagoas" pelo público alagoano. Foto: Michael Vanderson

O que tem chamado atenção do senhor para a exposição “Biodiversidade de Alagoas”?
O maravilhoso aumento de visitações, não só para a exposição temporária, mas para o próprio Mupa, pois 80% dos visitantes também visitam o acervo permanente. A maioria é de escolas, mas muita gente vem trazendo filhos; há muitos visitantes de fora, estrangeiros também. Está sendo um grande sucesso e uma grande satisfação para nós!

A gente não tem ideia da sede de conhecimento das pessoas. Tem gente que não tem acesso a nada e ainda assim aproveita todas as oportunidades. O povo tem muita curiosidade sobre o passado, principalmente da maneira como é apresentada a história. Essa exposição está muito bem montada. Claro que não é o Museu de História Natural de Nova York, mas, guardada as devidas proporções, está um gabarito bom.

Eu acho que a universidade devia se preocupar mais com esse potencial, porque essa exposição chama atenção, atrai público. A universidade devia ver com bons olhos a possibilidade de uma instalação permanente do Museu de História Natural. Seria muito bom para a população.

Quais são as atrações da exposição permanente do Mupa?
O Museu tem dois espaços: um chama-se Espaço Aurélio Buarque de Holanda e o outro Memorial Lêdo Ivo. Lêdo Ivo é um poeta e escritor alagoano e Aurélio Buarque de Holanda, o “mago do dicionário”. Nós temos esse hall, usado para exposição temporária, e temos tudo o que havia no antigo Palácio do Governo, mobiliário, lousa, prataria; também o acervo de quadros de Osvaldo Ribeiro, que é importantíssimo.

Até quando a exposição do MHN ficará em cartaz?
A procura pela exposição “Biodiversidade” foi tamanha que resolvemos prolongá-la até o final do mês. Iria ficar até sexta-feira, dia 16, mas foi prorrogada até o dia 30. A próxima exposição temporária, de 03 a 20 de setembro, será do escultor Pedro Cassiano, um mestre da cultura popular. Em seguida, de 23 a 29, é a Primavera dos Museus, cujo tema deste ano é a cultura afro-brasileira.

Quer deixar um convite?
Aproveitem a oportunidade de ver essa riqueza maravilhosa que é a exposição da biodiversidade, um acervo fantástico! Venham também conhecer a mostra de Pedro Cassiano e da cultura afro-brasileira.

O Mupa funciona às terças, quintas e sextas de 8h às 17h; às quartas, de 8h às 21h; e aos sábados, domingos e feriados, de 13h às 17h. Para agendar visitas em grupo, entre em contato pelo telefone: 3315-7874.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Gestores da Ufal visitam a exposição "Biodiversidade de Alagoas"

Por Pedro Barros (estudante de jornalismo), com colaboração da Ascom/Secult

Sexta (19), uma equipe de gestores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) visitou a exposição "Biodiversidade de Alagoas", organizada pelo Museu de História Natural (MHN) no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa). Integravam a equipe o reitor, Eurico Lôbo, a vice-reitora, Rachel Rocha, o pró-reitor de extensão, Eduardo Lyra, e o pró-reitor de graduação, Amauri da Silva Barros.

Reitor observa o acervo de exposição do MHN, acompanhado por pesquisadores. Foto: Bruno Collaço


Na ocasião, o acervo foi apresentado pelos próprios pesquisadores do MHN, que explicaram peças da pré-história e da biodiversidade contemporânea. “A realização desta exposição, juntamente com a Secult é louvável, porque coloca para a sociedade, principalmente escolas e faculdades, uma mostra de um estudo científico realizado por profissionais da universidade”, afirma o reitor, durante a visita.

A vice-reitora, Rachel Rocha, aponta as diversas contribuições que as atividades de extensão têm sobre a sociedade. "Os equipamentos culturais são uma verdadeira ponte com a comunidade. Pode ser que nem todo mundo venha a ser estudante universitário, mas isso aproxima as pessoas dela", afirma. Para a gestora, atividades como essa são verdadeiras "vitrines da universidade". "Vendo isso, uma criança, um jovem, pode entabular um projeto de vida. Quanto mais a universidade chega na comunidade, mais ela tem um poder de sedução", explica.

Para o secretário de cultura, Osvaldo Viegas, as interações entre os museus são uma forma de estimular o hábito à visitação de museus, que ainda é muito incipiente no país. "Segundo dados do IBGE, mais de 90% dos brasileiros nunca visitaram um museu. Quaisquer coleções são bem-vindas. Com essa exposição, o Mupa está conseguindo um alto número de visitações", destaca. Viegas lembrou que o Museu de História Natural faz parte do Sistema Alagoano de Museus, administrado pela Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e reforçou o convite para que outros acervos também sejam expostos no local.

Reitor Eurico Lôbo e Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva. Foto: Pedro Barros


Museu de História Natural
O Museu de História Natural é um equipamento cultural da Ufal, ligado à Pro-reitoria de Extensão. Desde que foi criado, no início da década de 90, desenvolve estudos sobre a fauna, a flora e a geologia de Alagoas, construindo um rico acervo local. Apesar do salão de exposição fechado desde 2011, suas atividades não pararam e ele continua promovendo pesquisa e divulgação científica. De setembro de 2012 para cá, já organizou três exposições externas, mostrando ao público alagoano o patrimônio de sua terra.

Segundo o pró-reitor de extensão, Eduardo Lyra, está sendo estudada uma forma de revitalização do MHN. "Estamos em fase de discussão preliminar para averiguarmos se o museu deve se abrigar no CCBI [antigo Centro de Ciências Biológicas], junto ao Memorial da Ufal, ou se consolidará no próprio prédio atual", explica.

Exposição
A exposição "Biodiversidade de Alagoas" permanece em cartaz até o dia 16 de agosto. A mostra reúne uma grande variedades de peças que representam as riquezas naturais de nosso Estado, entre elas, plantas, animais, insetos, conchas, fósseis, rochas e minerais. Veja o horário de visitação:
  • terça, quinta e sexta-feira: das 8h às 17h;
  • quarta: das 8h às 21h;
  • sábados, domingos e feriados: das 13h às 17h.

Todas as quartas-feiras haverá palestras voltadas para estudantes universitários. Segue a programação:
  • 24/07 - A diversidade de mamíferos do Estado de Alagoas (MSc. Anna Ludmilla Nascimento)
  • 31/07 - Etnoecologia em Alagoas (Profa. Dra. Flávia Barros Moura)
  • 07/08 - O papel do Herbário do Museu de História Natural da UFAL no conhecimento da flora de Alagoas (bióloga Letícia Ribes Lima)
  • 14/08 - A diversidade de aves do Estado de Alagoas (Prof. Dr. Gaban-Lima)

Endereço: Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro, Maceió/AL
Telefone: (82) 3315-7874

sábado, 6 de julho de 2013

Palácio Floriano Peixoto recebe exposição do Museu de História Natural

Por Pedro Barros – Estudante de jornalismo

Cartaz da exposição na fachada do Museu Palácio Floriano Peixoto. Foto: Jorge Luiz Lopes da Silva
  
Este mês, um dos mais importantes guardiões da memória artística, política e social de Alagoas resolveu abrir espaço para uma outra faceta de nossa história: aquilo que os antigos cientistas chamavam de “história natural”. Nos dias 9 de julho a 16 de agosto, estará aberta no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa) a exposição “Museu de História Natural – Mostrando a biodiversidade de Alagoas”, com peças representantes da riqueza biológica e geológica do Estado. O evento é resultado de uma parceria com o Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/Ufal).

A exposição é bem diversificada, com plantas, animais empalhados, insetos, fósseis, rochas e minerais. "As peças foram selecionadas tendo em vista a disponibilidade de cada setor montar uma exposição de qualidade, que permitisse uma boa disseminação do conhecimento sobre a fauna e flora de Alagoas", afirma o taxidermista o Bruno Collaço. 

Conforme o diretor do Mupa, José Márcio Vieira Passos, as exposições de curta duração têm como objetivo valorizar o patrimônio alagoano, seja ele material ou cultural, e incluir um atrativo a mais para o museu. "O objetivo principal é mostrar ao povo alagoano o que a gente tem. Se tivermos de escolher entre duas opções, preferimos o que tiver o tema alagoano", diz o diretor. 

Passos conta que o tipo de acervo do MHN é inédito no local. "O Palácio nunca teve uma exposição voltada para essa temática, que muitas vezes os estudantes só veem em livros, revistas, filmes...", comenta. Segundo o funcionário Michael Vanderson, que faz atendimento ao público, o assunto mexe com a imaginação de muitos dos visitantes que guia. "Quando faço um feedback com os estudantes, durante as visitações, pergunto o que eles pensam sobre museus. Além de arte - pintura, escultura -, eles sempre falam 'fósseis', múmias, animais empalhados...", conta.

Palestras
Nas noites de quarta-feira da temporada, a partir das 19h30, haverá palestras voltadas para estudantes universitários. As apresentações abordarão temas específicos de cada setor do museu e, segundo a organização, serão divulgadas em breve. "As apresentações visam divulgar conhecimento científico principalmente entre acadêmicos. Mas também servirão para aprofundamento do conhecimento da comunidade e divulgação das atividades de pesquisa do Museu", explica Collaço.

Museu Palácio
A construção do Palácio do Governo, iniciada em 1893, foi concluída em 1902, sendo sua atual estrutura arquitetônica elaborada pelo italiano Luiz Lucariny. Tombado pelo Patrimônio Estadual no ano 2000, o "Museu Histórico de Alagoas" foi inaugurado em 2006 como um lugar de visitação e solenidades oficiais.
A exposição permanente do Mupa fica no primeiro andar. Os salões mostram mobília e objetos do século XIX e início do século XX, além de quadros de pintores alagoanos e dois memoriais dedicados ao filólogo Aurélio Buarque de Holanda e ao escritor Lêdo Ivo.

Visita
Horários (obs.: segunda fechado para visitação):
  • terça, quinta e sexta-feira: das 8h às 17h;
  • quarta: das 8h às 21h;
  • sábados, domingos e feriados: das 13h às 17h.
Endereço: Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro, Maceió/AL
Telefone: (82) 3315-7874

Mais informações:

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Estudantes do Paespe conhecem riquezas paleontológicas de Maravilha/AL

Alunos do Paespe em Maravilha/AL. Foto: Pedro Barros
Por Pedro Barros - Estudante de jornalismo
 
No último sábado (15), 59 alunos do Programa de Apoio às Escolas Públicas do Estado (Paespe), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), estiveram no município de Maravilha, no sertão alagoano, para conhecer o o Museu Paleontológico Otaviano Florentino Reitir e as escavação científica do sítio Ovo da Ema. Os fósseis e as rochas da região são objetos de estudo dos setores de Paleontologia e Geologia do Museu de História Natural (MHN) da Ufal.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Alunos do Paespe assistem a palestra sobre Paleontologia

Por Pedro Barros - Estudante de jornalismo

Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva ministra palestra sobre os fósseis para alunos do Paespe/Ufal. Foto: Giana Raquel Rosa

Sábado (18), os alunos do Programa de Apoio às Escolas Públicas do Estado (Paespe), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), assistiram a uma palestra sobre paleontologia e estudo dos fósseis, ministrada pelo chefe do Setor de Paleontologia do Museu de História Natural (MHN/Ufal), Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva. Foram levadas amostras de fósseis da megafauna, de invertebrados e icnofósseis, incluindo exemplos do território alagoano. 

O Paespe é uma iniciativa coordenada pelo Prof. Dr. Roberaldo Carvalho de Souza e promove aulas de revisão dos conteúdos do Ensino Médio com alunos da rede pública estadual. O objetivo é ajudá-los no despertar intelectual e incentivá-los a ingressar na Universidade. O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Ufal é um dos colaboradores.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pesquisas de campo no sertão alagoano rendem fotografia premiada

Por Pedro Barros - Estudante de jornalismo

"Sombra sem água fresca", de Pollyana Alves: a foto tirada durante trabalhos de campo de pesquisadores do MHN/Ufal ficou em terceiro lugar no 2º Salão de Fotografia Pierre Chalita.

A fotografia "Sombra sem água fresca", da estagiária do Setor de Paleontologia do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/Ufal), Elayne Pollyanna Alves da Silva, conquistou o terceiro lugar no 2º Salão de Fotografia Pierre Chalita. A premiação aconteceu quarta-feira (22), no Museu Pierre Chalita. Com o tema “Aspectos sociais, econômicos e culturais da realidade alagoana, considerando o passado, o presente e o futuro”, a mostra expõe, até o dia 30 de junho, as imagens inscritas.

A foto premiada e outras três que estão em exposição foram tiradas durante as excursões científicas dos setores de Paleontologia e Geologia do MHN/Ufal no município de Olho d'Água do Casado. As fotos "Caminhando e aprendendo" e "As cores da feira do domingo" são de autoria da Profª. Drª. Ana Paula Lopes da Silva, chefe do Setor de Geologia e "Nosso São Francisco, protegendo seu rio?", de Pollyanna Alves. Veja as fotos na página do MHN no Facebook.

A estudante conta ter se surpreendido com a premiação. "Tinha muita gente profissional participando. Não imaginei que iria ganhar o terceiro lugar, pensei apenas em participar". Para ela, um dos motivos para a valorização de sua foto foi a combinação entre a imagem e o título, idealizado pelo curador da coleção de Paleontologia do MHN/Ufal, Prof. Jorge Luiz Lopes da Silva. "A contribuição do Prof. Jorge foi muito importante; ele tem ideias muito boas para nome. Também busquei ser fiel ao tema. É uma situação clássica do sertão brasileiro: agronomia de subsistência, caatinga devastada, falta d'água. São cabeças e cabeças e gado morrendo por causa da seca", explica.

O 2º Salão de Fotografia Pierre Chalita está aberto à visitação até o dia 30 de junho, no Museu Pierre Chalita, em Jaraguá. A entrada é gratuita.

sábado, 18 de maio de 2013

Estudantes de Comunicação Social visitam o Museu de História Natural

Por Pedro Barros - Estudante de jornalismo
 
Quinta-feira (9), membros da Agência de Notícias Ciência Alagoas, projeto de extensão do curso de Comunicação Social, visitaram os quatro órgãos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que se dedicam à pesquisa e à divulgação científica no bairro do Farol. O Museu de História Natural (MHN), a Usina Ciência, o Laboratório de DNA Forense e os Laboratórios Integrados de Ciências do Mar e Naturais (Labmar) apresentaram-lhes um pouco de seus estudos e de suas atividades desenvolvidas para o público.

Prof. Magnólia Santos, coordenadora da Agência de Notícias Ciência Alagoas, em visita à Usina Ciência/Ufal. Foto: Pedro Barros
 
Segundo a coordenadora do projeto, Prof. Dra. Magnólia Rejane Andrade dos Santos, a atividade da agência é divulgar a pesquisa científica e os produtos tecnológicos desenvolvidas em Alagoas e na Região Nordestina. "Buscamos promover a difusão da ciência e a educação científica para a população em geral, particularmente, alunos de escolas públicas de Alagoas", explica. O objetivo da visita é criar um diálogo mais efetivo entre os comunicadores e os cientistas. "Como você vai falar sobre ciência sem conhecer o mundo da ciência?", questiona.
 
Equipe da agência Ciências Alagoas e biólogos trocam ideias no Laboratório de Herpetologia do Museu de História Natural da Ufal. Foto: Pedro Barros
Prof. Dr. Luiz Antonio fala sobre as atividades desenvolvidas no Laboratório de DNA Forense. Foto: Pedro Barros
A estudante do quinto período de Relações Públicas, Lívia Enders, considera a oportunidade importante não só para a Agência e sua vida profissional. "Todos os estudantes de uma universidade federal deveriam ter obrigação de saber as extensões de sua instituição. E também a população da cidade, saber que tem objetos de estudos muito bons", comenta. "Particularmente não sabia de muita coisa que existia ali dentro, me surpreendi com o laboratório de DNA Forense e Paleontologia".

A professora já planeja novas visitas aos diversos setores da Ufal. "Pretendemos ir ao Museu Théo Brandão e ao Espaço Cultural; ao CECA [Centro de Ciências Agrárias] e aos demais campi da universidade no interior, além de fazer um tour no próprio A. C. Simões", conta.

A Agência de Notícias Ciência Alagoas existe desde 2009, mas permaneceu um tempo com as atualizações reduzidas por falta de estagiários. Com o apoio do Programa de Ações Interdisciplinares (Painter), criado em 2012, o projeto recebeu seis bolsas e está passando por um momento de renovação. A agência está presente nas redes sociais Twitter e Facebook e publica notícias em seu blog: http://culturadigital.br/cinciaalagoas.

O MHN, o Labmar, a Usina Ciência e o Laboratório de DNA Forense estão localizados na Av. Aristeu de Andrade, nº 452, Farol.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Fórum debaterá propostas para pesquisas científicas em São José da Tapera/AL

Por Pedro Barros - Estudante de jornalismo
 
Neste sábado (18), ocorrerá o primeiro fórum para debater propostas de pesquisas científicas em áreas de Caatinga do município de São José da Tapera/AL. Estarão reunidos pesquisadores da instituição de ensino superior Cesmac e do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/Ufal), empresários, representantes da Prefeitura, da Câmara de Vereadores e do Instituto de Desenvolvimento Esportivo e Social do Sertão Alagoano (INDESSAL) do município.
 
Para o biólogo Bruno Collaço, os ecossistemas da região revelam-se como um ponto promissor para o desenvolvimento local e para a ciência em Alagoas. "Estaremos realizando a exposição de diversos projetos ou idéias de ação orientados por nossos pesquisadores para a região, em áreas que vão desde recursos hídricos até a paleontologia, incluíndo educação ambiental", afirma. "A proposta inicial é a criação de um serpentário no município e, como consequência, o desenvolvimento de um centro de pesquisas".
  
A Caatinga alagoana ainda é carente de estudos científicos e há poucos registros sobre suas espécies. Por outro lado, a riqueza que vem revelando tem surpreendido cada vez mais os pesquisadores. "A Caatinga tem se mostrado cada vez mais diversa e com muitas espécias endêmicas. Cada vez que fazemos estudos lá, descobrimos algo novo", conta a coordenadora do setor de mamíferos do MHN/Ufal, Anna Ludmilla Nascimento.
 
Para a especialista em répteis e anfíbios Selma Torquato, as pesquisas tem se concentrado mais nos ecossistemas da Mata Atlântica que nos do sertão. "A Caatinga de Alagoas é pouco conhecida do ponto de vista de seus recursos naturais. No entanto, trata-se de um bioma cuja riqueza já foi constada em diversos estudos", revela a bióloga.
 
O fórum tem início às 8h30min, no Colégio Lucilo José Ribeiro, em São José da Tapera, e será aberto à comunidade. Confira a programação:
 
Início do Evento (08:30)

Abertura Oficial com Composição da Mesa (08:45)
  • Prefeito Jarbas Pereira Ricardo
  • Presidente da Câmara de Vereadores Pedro Soares Filho
  • Diretor da Vigilância Sanitária Dr. Paulo Bezera Nunes
 
Apresentação de Propostas (09:00) 
  • Mamíferos - MSc. Anna Ludmilla (20 min)
  • Aves - Dr. Renato Gaban-Lima (20 min)
  • Recuperação de Áreas Degradadas - Biol. Felipe (20 min)
  • Répteis - MSc. Selma Torquato e Marcos Araújo (20 min)
Coffe Break (10:20)
 
Apresentação de Propostas (10:30)
  • Pesquisa e Educação - MSc. José Alfredo (20 min)
  • Geologia - Dra. Ana Paula (20 min)
  • Paleontologia - Dr. Jorge Luiz (30 min)
 
Formação da Mesa de Discussão (11:40) 
  • Prefeito Jarbas
  • Vereador Pedro
  • Dr. Paulo Bezerra
  • Prof. Jorge Luiz
  • Prof. Renato Gaban-Lima
  • Prof. Bruno Collaço
 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Saiba mais sobre os escorpiões em Alagoas

Picadas de escorpião podem causar desde leves sintomas até graves complicações. Uma nota técnica liberada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) no início de março revelou altos índices de acidentes com esses animais em Alagoas. Segundo o documento, "no período de 2008 a 2012, foram notificados 23.258 acidentes provocados por escorpiões, representando 80% dos acidentes com animais peçonhentos no estado". Dado o risco apresentado, é muito importante que a população mantenha-se informada sobre eles.

O livro "Escorpiões, aranhas e serpentes: aspectos gerais e espécies de interesse médico no Estado de Alagoas" é uma fonte de conteúdos didáticos sobre o assunto. O primeiro capítulo é dedicado aos escorpiões, com informações sobre forma, alimentação, hábitos, habitat e reprodução, além de instruções sobre o cuidado que se deve ter com eles. A publicação faz parte da Série Conversando sobre Ciências em Alagoas, escrita por pesquisadores da Usina Ciência e do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas. Os títulos estão disponíveis para download gratuito neste link.

A nota técnica também pode ser baixada no site da Secretaria, com dados estatísticos referentes aos municípios de Alagoas e aos bairros da capital.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Exposição Itinerante fica no Shopping Pátio até quinta-feira

Pedro Barros - Estudante de jornalismo

O Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/Ufal) apresenta, pela segunda vez, sua Exposição Itinerante ao público alagoano. No Shopping Pátio Maceió, neste final de semana (09 e 10), sua duração no local foi prolongada até quinta-feira (14). Levando peças representativas dos ecossistemas locais, como aves, répteis e mamíferos taxidermizados, insetos, fósseis, rochas e minerais, a apresentação tem atraído curiosos de todas as idades.

A exposição parou muitos curiosos que circulavam pelo corredor do shopping.


O biólogo Bruno Collaço, taxidermista do MHN, dá explicações sobre as espécies em amostra.


Os enormes besouros, alguns com mais 10 cm de comprimento e cores vibrantes, despertam o fascínio de quem passa pelo local. Os dentes dos gigantes pré-históricos de Alagoas estão logo atrás desses não tão pequenos seres. Rochas e minerais também são testemunhos de tempos remotos. Aves, mamíferos e répteis taxidermizados representam a fauna local.

José Felizardo, 43, que visitava a amostra com sua neta de 2 anos comenta: "Tem muitas espécies que até existem na nossa floresta hoje, mas que a gente não conhece. É importante a gente conhecer, para preservar o meio ambiente, para dar maior importância". O visitante conta que já ouvira falar do Museu, mas nunca teve oportunidade de ir lá. "Eu parabenizo a atitude dessa equipe vir para um local de circulação como esse. Estão transpondo barreiras."

O estudante de geografia Igor Lopes, 24, observa os répteis da coleção herpetológica do MHN.







As espécies silvestres despertavam chamavam a atenção de crianças e adultos. Lúcio Lessa, 44, e sua filha observam um gavião e um arapapá.


Segundo o diretor do MHN, Fábio Henrique de Menezes, o objetivo do evento é divulgar a biodiversidade local e os conhecimentos científicos sobre ela, além de aproximar o Museu da sociedade. "São muitas as pessoas que não frequentam os museus por não saberem da sua existência, pela distância ou mesmo por ainda não terem sido despertadas para a importância dessas instituições. Felizmente, de alguns anos para cá, os museus, com bastante criatividade, têm se esforçado para mudar essa realidade, trabalhando na formação de público e fazendo com que a população, de uma forma geral, se aproprie do patrimônio que é de todos", explica.

Exposição Itinerante
Os expositores móveis do MHN foram inaugurados durante o lançamento do livro Patrimônio Arqueológico e Paleontológico de Alagoas, em setembro de 2012, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Jaraguá. Na ocasião, foram expostos fósseis relativos às espécies citadas no livro, como a preguiça gigante e o mastodonte (leia mais).

Expor em espaços alternativos tem sido bastante compensador, considera Fábio. "Num primeiro olhar,  lugares bem diferentes entre si, mas que abrigaram a exposição do Museu de forma muito acolhedora e com resultados fantásticos, visto o número de pessoas que nos visitaram", conta.

A exposição estará aberta durante o horário de funcionamento do Shopping, de 10h às 22h. A visita é gratuita.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Museu de História Natural vai ao Shopping

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O Museu de História Natural da Ufal apresentará, pela segunda vez, ao público alagoano sua Exposição Itinerante. Dessa vez ela estará no Shopping Pátio Maceió, nos dias 9 e 10 de março, levando peças representativas dos ecossistemas locais, como aves, répteis e mamíferos taxidermizados, insetos, fósseis, rochas e minerais.
O objetivo do evento é aproximar o Museu da sociedade, divulgar a biodiversidade local e os conhecimentos científicos sobre ela.
A exposição estará aberta durante o horário de funcionamento do Shopping: Sábado (de 10h às 22h) e Domingo (de 12h às 20h).