terça-feira, 23 de julho de 2013

Gestores da Ufal visitam a exposição "Biodiversidade de Alagoas"

Por Pedro Barros (estudante de jornalismo), com colaboração da Ascom/Secult

Sexta (19), uma equipe de gestores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) visitou a exposição "Biodiversidade de Alagoas", organizada pelo Museu de História Natural (MHN) no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa). Integravam a equipe o reitor, Eurico Lôbo, a vice-reitora, Rachel Rocha, o pró-reitor de extensão, Eduardo Lyra, e o pró-reitor de graduação, Amauri da Silva Barros.

Reitor observa o acervo de exposição do MHN, acompanhado por pesquisadores. Foto: Bruno Collaço


Na ocasião, o acervo foi apresentado pelos próprios pesquisadores do MHN, que explicaram peças da pré-história e da biodiversidade contemporânea. “A realização desta exposição, juntamente com a Secult é louvável, porque coloca para a sociedade, principalmente escolas e faculdades, uma mostra de um estudo científico realizado por profissionais da universidade”, afirma o reitor, durante a visita.

A vice-reitora, Rachel Rocha, aponta as diversas contribuições que as atividades de extensão têm sobre a sociedade. "Os equipamentos culturais são uma verdadeira ponte com a comunidade. Pode ser que nem todo mundo venha a ser estudante universitário, mas isso aproxima as pessoas dela", afirma. Para a gestora, atividades como essa são verdadeiras "vitrines da universidade". "Vendo isso, uma criança, um jovem, pode entabular um projeto de vida. Quanto mais a universidade chega na comunidade, mais ela tem um poder de sedução", explica.

Para o secretário de cultura, Osvaldo Viegas, as interações entre os museus são uma forma de estimular o hábito à visitação de museus, que ainda é muito incipiente no país. "Segundo dados do IBGE, mais de 90% dos brasileiros nunca visitaram um museu. Quaisquer coleções são bem-vindas. Com essa exposição, o Mupa está conseguindo um alto número de visitações", destaca. Viegas lembrou que o Museu de História Natural faz parte do Sistema Alagoano de Museus, administrado pela Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e reforçou o convite para que outros acervos também sejam expostos no local.

Reitor Eurico Lôbo e Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva. Foto: Pedro Barros


Museu de História Natural
O Museu de História Natural é um equipamento cultural da Ufal, ligado à Pro-reitoria de Extensão. Desde que foi criado, no início da década de 90, desenvolve estudos sobre a fauna, a flora e a geologia de Alagoas, construindo um rico acervo local. Apesar do salão de exposição fechado desde 2011, suas atividades não pararam e ele continua promovendo pesquisa e divulgação científica. De setembro de 2012 para cá, já organizou três exposições externas, mostrando ao público alagoano o patrimônio de sua terra.

Segundo o pró-reitor de extensão, Eduardo Lyra, está sendo estudada uma forma de revitalização do MHN. "Estamos em fase de discussão preliminar para averiguarmos se o museu deve se abrigar no CCBI [antigo Centro de Ciências Biológicas], junto ao Memorial da Ufal, ou se consolidará no próprio prédio atual", explica.

Exposição
A exposição "Biodiversidade de Alagoas" permanece em cartaz até o dia 16 de agosto. A mostra reúne uma grande variedades de peças que representam as riquezas naturais de nosso Estado, entre elas, plantas, animais, insetos, conchas, fósseis, rochas e minerais. Veja o horário de visitação:
  • terça, quinta e sexta-feira: das 8h às 17h;
  • quarta: das 8h às 21h;
  • sábados, domingos e feriados: das 13h às 17h.

Todas as quartas-feiras haverá palestras voltadas para estudantes universitários. Segue a programação:
  • 24/07 - A diversidade de mamíferos do Estado de Alagoas (MSc. Anna Ludmilla Nascimento)
  • 31/07 - Etnoecologia em Alagoas (Profa. Dra. Flávia Barros Moura)
  • 07/08 - O papel do Herbário do Museu de História Natural da UFAL no conhecimento da flora de Alagoas (bióloga Letícia Ribes Lima)
  • 14/08 - A diversidade de aves do Estado de Alagoas (Prof. Dr. Gaban-Lima)

Endereço: Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro, Maceió/AL
Telefone: (82) 3315-7874

sábado, 6 de julho de 2013

Palácio Floriano Peixoto recebe exposição do Museu de História Natural

Por Pedro Barros – Estudante de jornalismo

Cartaz da exposição na fachada do Museu Palácio Floriano Peixoto. Foto: Jorge Luiz Lopes da Silva
  
Este mês, um dos mais importantes guardiões da memória artística, política e social de Alagoas resolveu abrir espaço para uma outra faceta de nossa história: aquilo que os antigos cientistas chamavam de “história natural”. Nos dias 9 de julho a 16 de agosto, estará aberta no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa) a exposição “Museu de História Natural – Mostrando a biodiversidade de Alagoas”, com peças representantes da riqueza biológica e geológica do Estado. O evento é resultado de uma parceria com o Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (MHN/Ufal).

A exposição é bem diversificada, com plantas, animais empalhados, insetos, fósseis, rochas e minerais. "As peças foram selecionadas tendo em vista a disponibilidade de cada setor montar uma exposição de qualidade, que permitisse uma boa disseminação do conhecimento sobre a fauna e flora de Alagoas", afirma o taxidermista o Bruno Collaço. 

Conforme o diretor do Mupa, José Márcio Vieira Passos, as exposições de curta duração têm como objetivo valorizar o patrimônio alagoano, seja ele material ou cultural, e incluir um atrativo a mais para o museu. "O objetivo principal é mostrar ao povo alagoano o que a gente tem. Se tivermos de escolher entre duas opções, preferimos o que tiver o tema alagoano", diz o diretor. 

Passos conta que o tipo de acervo do MHN é inédito no local. "O Palácio nunca teve uma exposição voltada para essa temática, que muitas vezes os estudantes só veem em livros, revistas, filmes...", comenta. Segundo o funcionário Michael Vanderson, que faz atendimento ao público, o assunto mexe com a imaginação de muitos dos visitantes que guia. "Quando faço um feedback com os estudantes, durante as visitações, pergunto o que eles pensam sobre museus. Além de arte - pintura, escultura -, eles sempre falam 'fósseis', múmias, animais empalhados...", conta.

Palestras
Nas noites de quarta-feira da temporada, a partir das 19h30, haverá palestras voltadas para estudantes universitários. As apresentações abordarão temas específicos de cada setor do museu e, segundo a organização, serão divulgadas em breve. "As apresentações visam divulgar conhecimento científico principalmente entre acadêmicos. Mas também servirão para aprofundamento do conhecimento da comunidade e divulgação das atividades de pesquisa do Museu", explica Collaço.

Museu Palácio
A construção do Palácio do Governo, iniciada em 1893, foi concluída em 1902, sendo sua atual estrutura arquitetônica elaborada pelo italiano Luiz Lucariny. Tombado pelo Patrimônio Estadual no ano 2000, o "Museu Histórico de Alagoas" foi inaugurado em 2006 como um lugar de visitação e solenidades oficiais.
A exposição permanente do Mupa fica no primeiro andar. Os salões mostram mobília e objetos do século XIX e início do século XX, além de quadros de pintores alagoanos e dois memoriais dedicados ao filólogo Aurélio Buarque de Holanda e ao escritor Lêdo Ivo.

Visita
Horários (obs.: segunda fechado para visitação):
  • terça, quinta e sexta-feira: das 8h às 17h;
  • quarta: das 8h às 21h;
  • sábados, domingos e feriados: das 13h às 17h.
Endereço: Praça Marechal Floriano Peixoto, 517, Centro, Maceió/AL
Telefone: (82) 3315-7874

Mais informações:

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Estudantes do Paespe conhecem riquezas paleontológicas de Maravilha/AL

Alunos do Paespe em Maravilha/AL. Foto: Pedro Barros
Por Pedro Barros - Estudante de jornalismo
 
No último sábado (15), 59 alunos do Programa de Apoio às Escolas Públicas do Estado (Paespe), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), estiveram no município de Maravilha, no sertão alagoano, para conhecer o o Museu Paleontológico Otaviano Florentino Reitir e as escavação científica do sítio Ovo da Ema. Os fósseis e as rochas da região são objetos de estudo dos setores de Paleontologia e Geologia do Museu de História Natural (MHN) da Ufal.