terça-feira, 27 de agosto de 2013

Última semana da exposição "Biodiversidade de Alagoas" no Museu Palácio

Por Pedro Barros - estudante de jornalismo

Com pouco mais de um mês e meio no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), a exposição "Biodiversidade de Alagoas", do Museu de História Natural (MHN), já conseguiu mais de 3 mil visitas. Depois de impressionar crianças, adultos, estudantes e turistas, a mostra permanece no local somente até o dia 30 (sexta-feira) e então segue para o salão da Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A maior parte das visitas veio de escolas. Na imagem, monitora do Museu de História Natural dá explicação sobre os fósseis encontrados no sertão de Alagoas. Foto: Pedro Barros

Segundo a secretaria do Mupa, foram mais de 60 o número de grupos que visitaram o Mupa desde o início de julho, a maioria deles eram turmas de escolas de ensino infantil, fundamental e médio. Para a professora de ciências Ana Carla Barros Leite, que levou uma turma para ver a mostra, o contato com o objeto de estudo é um importante auxílio para o aprendizado da teoria. "A visualização é de extrema importância para facilitar o entendimento dos fenômenos naturais. Só com a teoria, há coisas que eles não conseguem nem imaginar", avalia.

Segundo o diretor técnico do MHN, Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva, contribuir com o ensino é um dos principais objetivos do museu. "Um tipo de exposição como essa deve ser atrelada com o conhecimento de sala de aula. Não é só mostrar curiosidade, mas também aquilo que tem a ver com o dia-a-dia das pessoas. Muitas vezes, os professores não levam um material diferenciado porque não têm", explica.

Diretor técnico do MHN e pesquisador dos fósseis alagoanos, Jorge Luiz, responde às perguntas de alunos do ensino fundamental. Foto: Pedro Barros
Segundo Lopes, a exposição também é uma maneira de aproximar os resultados das pesquisas do MHN com a comunidade alagoana. "Foi uma oportunidade de levar cultura à comunidade, levar coisas que eles poderiam não ver da diversidade biológica e geológica, principalmente no meio urbano. Também pudemos projetar o museu, torná-lo mais conhecido pela população, escolas e turistas - ouvir suas opiniões, aprender com eles, saber o que querem ver - e fazer com que mais pessoas se interessem e lutem para manter o museu aberto para o público".

Próxima parada
Assim que for retirado do Mupa, dia 30, o acervo será transportado para a Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas, no campus A. C. Simões. A nova exposição, que ficará em cartaz de 2 a 13 de setembro, estará integrada com a Semana da Biologia, que recepciona os feras do curso. "Nosso objetivo é tornar o Museu de História Natural mais conhecido dentro da própria Ufal. Há muitos alunos e professores que ainda não o conhecem", afirma o diretor, Fábio Henrique de Menezes. "Assim, teremos oportunidade de mostrar quais são suas atividades e como funciona nosso trabalho".

O Museu de História Natural é um órgão suplementar ligado à Pró-Reitoria de Extensão da Ufal. Criado em 1991, desenvolve pesquisas, em Alagoas e estados próximos, sobre geologia, biodiversidade (atual e fóssil) e arqueologia. Desses estudos resultam coleções científicas e material para exposições museológicas.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Diretor do Mupa anuncia prorrogação da exposição “Biodiversidade de Alagoas”

Por Pedro Barros – Estudante de jornalismo

Em cartaz no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa) desde 9 de julho, a exposição “Biodiversidade de Alagoas” tem atraído muita gente para conhecer as riquezas naturais de nosso Estado. Do início da exposição até ontem (13/08), foram registradas mais de 2400 visitas. Segundo o diretor do museu-palácio, José Márcio Passos, o rico acervo do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas e a divulgação intensiva para as escolas são os principais fatores que alavancaram o fluxo de visitantes. Devido à grande procura, a exposição foi prorrogada para o dia 30 de agosto. Confira a entrevista.

Diretor do Museu Palácio, José Márcio Passos, fala sobre a recepção da exposição "Biodiversidade de Alagoas" pelo público alagoano. Foto: Michael Vanderson

O que tem chamado atenção do senhor para a exposição “Biodiversidade de Alagoas”?
O maravilhoso aumento de visitações, não só para a exposição temporária, mas para o próprio Mupa, pois 80% dos visitantes também visitam o acervo permanente. A maioria é de escolas, mas muita gente vem trazendo filhos; há muitos visitantes de fora, estrangeiros também. Está sendo um grande sucesso e uma grande satisfação para nós!

A gente não tem ideia da sede de conhecimento das pessoas. Tem gente que não tem acesso a nada e ainda assim aproveita todas as oportunidades. O povo tem muita curiosidade sobre o passado, principalmente da maneira como é apresentada a história. Essa exposição está muito bem montada. Claro que não é o Museu de História Natural de Nova York, mas, guardada as devidas proporções, está um gabarito bom.

Eu acho que a universidade devia se preocupar mais com esse potencial, porque essa exposição chama atenção, atrai público. A universidade devia ver com bons olhos a possibilidade de uma instalação permanente do Museu de História Natural. Seria muito bom para a população.

Quais são as atrações da exposição permanente do Mupa?
O Museu tem dois espaços: um chama-se Espaço Aurélio Buarque de Holanda e o outro Memorial Lêdo Ivo. Lêdo Ivo é um poeta e escritor alagoano e Aurélio Buarque de Holanda, o “mago do dicionário”. Nós temos esse hall, usado para exposição temporária, e temos tudo o que havia no antigo Palácio do Governo, mobiliário, lousa, prataria; também o acervo de quadros de Osvaldo Ribeiro, que é importantíssimo.

Até quando a exposição do MHN ficará em cartaz?
A procura pela exposição “Biodiversidade” foi tamanha que resolvemos prolongá-la até o final do mês. Iria ficar até sexta-feira, dia 16, mas foi prorrogada até o dia 30. A próxima exposição temporária, de 03 a 20 de setembro, será do escultor Pedro Cassiano, um mestre da cultura popular. Em seguida, de 23 a 29, é a Primavera dos Museus, cujo tema deste ano é a cultura afro-brasileira.

Quer deixar um convite?
Aproveitem a oportunidade de ver essa riqueza maravilhosa que é a exposição da biodiversidade, um acervo fantástico! Venham também conhecer a mostra de Pedro Cassiano e da cultura afro-brasileira.

O Mupa funciona às terças, quintas e sextas de 8h às 17h; às quartas, de 8h às 21h; e aos sábados, domingos e feriados, de 13h às 17h. Para agendar visitas em grupo, entre em contato pelo telefone: 3315-7874.