quarta-feira, 27 de julho de 2016

Museu de História Natural no Parque Shopping

No dia 4 de agosto o Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) promoverá palestras no Parque Shopping Maceió. Serão três sessões: às 10h30, 16h e 19h, que abordarão a Paleontologia em Alagoas. O evento acontecerá na exposição Os Gigantes da Era do Gelo e contará com a participação do professor Jorge Luiz Lopes e a equipe do setor de paleontologia do MHN.



Destaque no Turismo Paleontológico, AL terá palestra sobre fósseis


Estado recebe com frequência pesquisadores e interessados neste nicho turístico, em função de grande acervo de museus especializados

Jorge Luiz Lopes é um dos maiores paleontólogos do país, diretor do Museu de História Natural da UFAL (MHN/AL) e fundador do Museu Paleontológico Otaviano Florentino Ritir, em Maravilha, no sertão de Alagoas

Um dos segmentos turísticos que vem crescendo atualmente é o Turismo Paleontológico, com visitas a museus e sítios que tenham vestígios fósseis de milhares de anos atrás. Alagoas é comprovadamente um estado rico em Paleontologia e possui um grande acervo fóssil guardado em museus, em Maceió e no interior. 

Nesse contexto, no próximo dia 04 de Agosto, o professor da UFAL, Jorge Luiz Lopes, dará uma palestra sobre as descobertas paleontológicas já feitas em território alagoano. A palestra acontecerá em três horários (10h30, 16h00 e 19h00) no espaço de exposições do Parque Shopping, em Maceió, e será aberta ao público.

Jorge Luiz Lopes é um dos maiores paleontólogos do país, diretor do Museu de História Natural da UFAL (MHN/AL) e fundador do Museu Paleontológico Otaviano Florentino Ritir, em Maravilha, no sertão de Alagoas. Para ele, é fundamental que as pessoas entendam o passado de onde vivem, conhecendo a história e a região.

“Conhecer e compreender todo o clima e toda fauna que pode ter vivido onde vivemos é extraordinário. Alagoas, apesar de ser pequeno em território, possui um patrimônio fóssil muito rico que precisa ser explorado”, afirma o professor, que ainda revelou a intenção de expandir as pesquisas para as cidades de Inhapi e Olho D’Água do Casado.

Museu Paleontológico em Maravilha
O Museu Paleontológico Florentino Ritir foi fundado em 2007, após a descoberta de fósseis de mamíferos pré-históricos em sítios da região. Os fósseis encontrados em Maravilha datam do Período Pleistocenio da Era do Gelo, entre 10.000 a 100.000 anos atrás, e são de mamíferos gigantes, como preguiças-gigantes e tigres-dente-de-sabre. 


Todos os fósseis foram encontrados no Sítio Paleontológico Ovo da Ema, a 12 quilômetros do centro da cidade. O museu é o único voltado exclusivamente à Paleontologia no Brasil e recebe visitas de pesquisadores de toda a América Latina, acadêmicos de universidades e alunos de escolas da capital e do interior. O museu funciona de terça a domingo, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Fonte: Agência Alagoas

Museu de História Natural comemora o dia do Arqueólogo


MHN possui a primeira arqueóloga da Universidade e destaca a importância do setor
Graziela França – estudante de Jornalismo
Embora seja o mais novo setor do MHN, a Arqueologia se destaca e participa de maneira ativa das atividades realizadas no museu.

No dia 26 de julho é comemorado o Dia Nacional do Arqueólogo. O profissional responsável por estudar as sociedades humanas do passado através de vestígios deixados por elas, buscando compreender seu modo de vida em diversos aspectos, que variam desde a maneira como elas se relacionavam até o modo como desenvolviam tecnologias.
No Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o setor de Arqueologia surgiu no final de 2014, com a chega da primeira arqueóloga da Universidade, Mayana de Castro. Embora seja o mais novo setor do MHN, a Arqueologia se destaca e participa de maneira ativa das atividades realizadas no museu.
O acervo do setor possui peças que foram doadas ou apreendidas, são fragmentos cerâmicos, artefatos líticos (ferramentas feitas de pedra), urna funerária fragmentada, material ósseo e pilões que passam por alguns procedimentos quando são recebidos, como limpeza, identificação, catalogação e armazenamento adequado para análise posterior.
A importância da arqueologia para sociedade foi o motivo que fez Mayana de Castro escolher a Arqueologia como área de atuação. “Ao resgatar essa memória sócio-histórica, a Arqueologia ajuda as comunidades a entender, se identificar e valorizar seu patrimônio cultural”, enfatiza ela.
Atualmente o setor de arquelogia do MHN é formado pela Arqueóloga, Mayana de Castro e a graduanda de Ciências Biológicas, Érica Pricylla.
Parcerias
A arqueóloga do MHN destaca as parcerias feitas com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Núcleo de Ensino e Pesquisa Arqueológico (Nepa) da Ufal. “Estamos articulando trabalhos tanto de Educação Patrimonial quanto de pesquisa científica. Um exemplo de trabalho que estamos realizando em conjunto é o segundo Fim de Semana no Museu, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de agosto, com a programação a ser divulgada nos próximos dias.”
Arqueologia em Alagoas
O território alagoano é repleto de sítios arqueológicos. Os mais comumente encontrados são os chamados pela população de Chã de Cacos, devido aos fragmentos cerâmicos espalhados pelo solo. “Além dos vestígios indígenas, há também vários outros tipos de sítios: os que indicam a chegada dos europeus, os quilombos, as pinturas rupestres, as construções históricas, entre outros”, ressalta Mayana de Castro.

Grupo de pesquisa do MHN cataloga aves de Piaçabuçu


Visitas à APA auxiliam na definição de estratégias de conservação e desenvolvimento sustentável
Graziela França - estudante de Jornalismo

Região de restinga com lagoas temporárias na APA de Piaçabuçu

Estudar diferentes aspectos das aves alagoanas. Esta é uma das linhas de pesquisa do Laboratório de Morfologia Sistemática e Ecologia de Aves (LSEA). O laboratório desenvolve pesquisas em diferentes temas que vão desde a ciência básica destes animais até aspectos mais aplicados, como estudos sobre como as aves interagem com as mudanças ambientais causadas pelo homem.
O LSEA é coordenado pelo professor Renato Gaban-Lima e fica no Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O laboratório também é vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) e ao Setor de Ornitologia do MHN, que é a área da Zoologia que estuda as aves.
A atual atividade dos pesquisadores está concentrada em catalogar todas as espécies de aves relatadas no Estado, com o mapeamento das regiões já investigadas para indicar as que ainda precisam de investigação. O projeto Inventário e catalogação das aves de Alagoas pretende gerar informações que auxiliem o poder público na definição de políticas para o desenvolvimento sustentável, além de atuar em atividades de extensão universitária, capacitar futuros biólogos para realização de pesquisas científicas e prestar serviços nas áreas de análise e gestão ambientais.
O grupo de pesquisa desenvolve estudos, desde 2015, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu. Uma área de conservação de destaque no Estado, que atrai inúmeros turistas devido às suas belezas naturais. A APA é fiscalizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O estudo também é coordenado pelo professor Renato Gaban-Lima e desenvolvido com os alunos Tainá Guedes, Laurene Coimbra e Williams Oliveira, do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), além da contribuição dos alunos voluntários Érica de Melo Silva, Maria Luísa, Sibele Lopes e Tarciéri Souza.
Sobre a APA
A Área de Proteção Ambiental de Piaçabuçu é uma importante unidade de conservação de Alagoas e foi criada para proteger populações de aves de praia e migratórias. Ela funciona também como barreira à expansão das dunas da foz do Rio São Francisco.
Devido suas belezas naturais, a APA é um destino turístico atraente. Nela são encontrados diferentes ambientes, como praias, dunas e restingas em diversos estados de conservação. Pontal do Peba, Bonito, Potengi e Pixaim são alguns dos povoados encontrados nessa área que conta também com propriedades rurais, destinadas à pecuária e à lavoura de coco, e a própria foz do Rio São Francisco.
Tanto as atividades de turismo quanto as agropecuárias são importantes fontes de renda para a população local, embora não tenham sido regulamentadas. “Frente à necessidade de revisão desse plano de manejo, o LSEA iniciou suas pesquisas com o intuito de gerar informações que possam contribuir com a proposição de medidas de conservação da natureza e o desenvolvimento econômico sustentável da população local”, destacou o professor.
Visitas à APA
Os estudos são realizados por meio de visitas mensais, quando a equipe faz observações e quantificações das espécies de aves em ambientes distintos, abrangendo toda a área da unidade de conservação. Durante as pesquisas de campo, espécies de aves são registradas visualmente ou por meio da audição de seus cantos e, sempre que possível, os registros são documentados em fotografias e gravações de áudio.
Os resultados das pesquisas renderão artigos científicos, apresentações em congressos, e é tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma das alunas do laboratório. Os dados também são para um livro sobre as aves da APA, ressaltando a importância da conservação da biodiversidade e o papel de atividades econômicas responsáveis e conscientes na proteção dos recursos naturais, e no desenvolvimento das comunidades locais.
Apoio
Além das bolsas do Pibic para os alunos, o projeto conta com apoio e parceria do ICMBio, da Pousada Chez Julie, que fornece hospedagem à equipe no pontal do Peba, e da empresa operadora de Turismo Ecológico Farol da Foz, que conduz a equipe às áreas mais remotas da APA.