quinta-feira, 23 de março de 2017

MHN recebe pesquisadores de universidades da Paraíba

Estudantes de graduação e pós-graduação em Ecologia conheceram parte da coleção do MHN 

Graziela França- estudante de Jornalismo



Estudantes e pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) visitaram o setor de herpetologia, onde estão os répteis e anfíbios, do Museu de História Natural da Ufal (MHN). O objetivo era conhecer e pesquisar algumas peças das coleções do setor.

Durante a passagem dos pesquisadores pelo MHN, atividades relacionadas aos projetos de algumas alunas de graduação, mestrado e doutorado foram desenvolvidas com a colaboração da bióloga Selma Torquato, responsável pelo setor e outros pesquisadores do MHN. Elas listaram espécies e coletaram informações de história natural de cobras da Mata Atlântica de Alagoas.  
                     
 “É de suma importância a existência de coleções como essa, porque os museus mantêm espécies não só de locais que ainda existem, mas também que já foram desmatados, ou que se perderam por outros motivos”, destacou o professor e orientador das estudantes, Frederico França.

Os visitantes destacaram ainda a importância de existir um espaço que esteja aberto ao público e que promova a consciência e preservação ambiental. “Ainda, os museus sendo abertos ao público, contribuem imensamente para a sociedade como um todo, por ser um local que estimula a educação ambiental e conscientização da importância da fauna, flora, pedras e outros”, comentou uma das visitantes, Isabella França.

 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Colecionador tem vida de dedicação e amor aos minerais

O arapiraquense doador de grande parte do acervo que compõe o setor de Geologia do MHN foi homenageado no Fim de Semana no Museu 

 Graziela França- estudante de Jornalismo




Um autodidata, com a vida dedicada aos minerais desde sua mocidade, seu Eraldo de Lima Silva, 85 anos, estudou e pesquisou sobre esses materiais nas jazidas de Arapiraca, no agreste alagoano. Ele espalhou essa paixão entre os cinco filhos e a esposa, e eternizou parte de seu acervo pessoal doando peças ao setor de Geologia do Museu de História Natural (MNH) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

No último Fim de Semana no Museu, seu Eraldo recebeu uma homenagem pela contribuição com o acervo do MHN e pelos estudos na área. Ao lado da família, acompanhou tudo com olhar atento e com seu bom humor de sempre.

Na ocasião, sua história foi contada por um de seus filhos. Influenciado pelo pai, Jamerson Cavalcante de Lima também se encantou pelos minerais. “De certa forma o legado dele, que foi um precursor em Arapiraca, acaba ficando para que outros possam despertar e estudar esses minerais. Também permite o acesso a esses materiais que passaram a fazer parte da nossa história”, comentou.

Para o professor Jorge Luiz Lopes, diretor do MHN e responsável pelo setor de Paleontologia, a homenagem é simbólica, diante da amizade cultivada desde que começou a parceria. “O seu Eraldo colecionou parte daquilo que ele sempre foi apaixonado e tem nos dado a honra e satisfação de receber esse material que ele constituiu em toda sua vida”, disse emocionado.

Doações
A ideia de doar parte de seu acervo ao MHN surgiu quando Jamerson e professor Jorge se conheceram em expedições por cavernas baianas e, em seguida, tornaram-se vizinhos. Após contar ao paleontólogo a respeito do acervo e de todo o cuidado de seu Eraldo com os minerais, despertou a curiosidade de conhecer o que o colecionador arapiraquense tinha guardado durante todos esses anos.

 “Eu toquei no assunto e ele [Jorge Lopes] se interessou em conhecer o acervo. Quando ele viu tudo o que tinha, propôs ao meu pai, que essas coisas ficassem expostas no museu. Então ele fez a doação de alguns maquinários de lapidação e minerais, que estão sob a guarda do MHN”, explicou Jamerson.

Professor Jorge conta que o sentimento que seu Eraldo tem por esse tipo de material é algo em comum entre eles. “Ele tem uma paixão por algo que também mexe muito com a gente, que é o amor pelos minerais, pelas rochas. É uma pessoa que dedicou parte do seu tempo a estudar, voluntariamente, buscar e procurar os minerais”, destacou.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Fim de Semana no Museu aborda Paleontologia e Geologia


8ª edição do evento promovido pelo MHN traz atividades científicas, culturais e homenagem ao dia do paleontólogo
Graziela França – estudante de Jornalismo
O Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) chega a 8ª edição do Fim de Semana no Museu, nos dias 11 e 12 de março. Desta vez a programação será voltada para as atividades desenvolvidas pelos setores de Paleontologia e Geologia, com o objetivo de divulgar a importância dos estudos dessa área.
Palestras, jogos, filmes e oficinas são parte do evento, que traz também uma homenagem ao dia do paleontólogo, comemorado em 7 de março, e ao colecionador de minerais alagoano, Eraldo de Lima Silva, doador de inúmeros itens da coleção de geologia do MHN.  Ainda na programação terá o Encontro do Clube do Livro com tema Ciência da literatura, e as exposições permanente e temporária.
De acordo com o professor Jorge Luiz Lopes, responsável pelo setor de Paleontologia e diretor do MHN, as atrações científicas, artísticas e culturais buscam integrar a comunidade na programação e conscientizar sobre a importância desses profissionais.
"Teremos muitas brincadeiras, como a simulação de uma escavação paleontológica e estudos dos fósseis, direcionadas às crianças. As palestras também mostrarão o trabalho desses especialistas, inclusive sobre o estudo de fósseis em cavernas, com a equipe do museu que é especialista nos estudos de cavernas, o Grupo Expedições de Pesquisas Espeleológicas (Gepe), formado por alunos e professores", destacou o diretor do MHN.
O Fim de Semana no Museu acontece na sede do MHN, localizada na Av. Amazonas, Prado (Praça da Faculdade). As atividades são gratuitas e voltadas para o público de todas as idades.
Serviço:
O quê: 8º Fim de Semana no Museu
Quando: 11 e 12 de março
Horário: 9h às 17h
Local: Av. Amazonas, Prado (Praça da faculdade)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

MHN realiza 7º Fim de Semana no Museu em clima de carnaval

Evento conta com programação cultural e científica para o público de todas as idades

Graziela França- estudante de Jornalismo  
O Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realiza o 7º Fim de Semana no Museu, nos dias 4 e 5 de fevereiro. Em clima de carnaval, muita alegria, diversão e conhecimento farão parte da primeira edição do evento em 2017.
Além da exposição permanente, o Fim de Semana no Museu contará com diversas atrações culturais e científicas que tratarão de temas que envolvem, principalmente, a herpetologia, ramo da biologia que estuda anfíbios e répteis, e a importância da preservação destas espécies, como a nova exposição Desmistificando as serpentes. Haverá também duas oficinas: Pequeno herpetólogo e Aprendendo sobre serpentes.
Atividades carnavalescas compõem a programação da 7ª edição do evento, como oficinas de adereços para carnaval, fantasias, música, frevo, entre outras. Um bazar de roupas e acessórios também acontecerá no pátio do MHN.
O Fim de Semana no Museu começou em julho do ano passado e busca atrair a comunidade para conhecer as exposições do Museu e participar da variada programação disponibilizada a cada mês.
“O projeto foi um sucesso e deu o retorno esperado, pois muita gente que não conhecia o MHN agora já inclui o Fim de Semana no Museu em sua diversão. Participa, manda mensagem e espera pela programação. Para nós, é gratificante receber essas pessoas e ver que o trabalho de extensão dá esse retorno positivo”, destacou Cíntia Rodrigues, museóloga do MHN.
A programação acontece na sede do MHN, localizada na Av. Amazonas, Prado (Praça da Faculdade). As atividades são gratuitas e voltadas para o público de todas as idades. Para participar das oficinas basta chegar alguns minutos antes para fazer as inscrições.
Serviço:
7º Fim de Semana no Museu
Dias: 4 e 5 de fevereiro
Horário: 9h às 17h
Local: Av. Amazonas, Prado (Praça da faculdade)
Confira a programação

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

MHN recebe curadora do Museu Nacional de História Natural de Lisboa


Cristiane Bastos apresentou a estrutura do museu lusitano, as atividades desenvolvidas na instituição, além das afinidades que possui com o MHN e as parcerias entre as instituições
Graziela França- estudante de Jornalismo

O Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizou uma palestra com a bióloga e curadora do setor de mamíferos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Muhnac) de Lisboa, Cristiane Bastos Silveira, nesta quarta-feira (4). O evento contou com a presença de integrantes de diversos setores do MHN.
Durante a ocasião foram apresentadas a estrutura do museu lusitano, as atividades desenvolvidas na instituição, composição referentes a servidores, pesquisadores e bolsistas, além das afinidades que possui com o MHN e as parcerias entre as instituições.
“O Museu de História Natural de Lisboa tem entre as suas missões promover a formação, que acontece seja requisitado por uma instituição ou através dessas parcerias de intercâmbio. E com essas experiências adquirimos um enriquecimento muito grande, por meio das realidades diferentes de cada instituição”, destacou Cristiane Silveira, representante do Muhnac.
De acordo com Cíntia Rodrigues, museóloga do MHN, o intercâmbio entre as instituições de mesma tipologia são muito importantes. “Como é uma instituição de mais de um século e há ainda a proximidade entre as línguas, é uma ótima parceria e propicia a troca em vários níveis de pesquisa dentro do museu, o científico, a gestão, comunicação e educativo que são grandes pilares nas instituições”, comentou.
Sobre a curadora
Natural da cidade de Salvador, Bahia, Cristiane Bastos Silveira se formou em Ciências Biológicas, licenciatura, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Há 28 anos mora em Portugal, onde atua como curadora do setor de mamíferos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Muhnac) que fica na capital portuguesa, Lisboa. Desenvolveu seu mestrado em conservação da diversidade animal na Universidade de Lisboa. Já o doutorado foi em Zoologia, na Universidade de Londres.